Mato Grosso

Detran-MT realiza ações educativas em comemoração ao Dia Nacional do Motociclista

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) vai realizar, nos dias 27 e 29 de julho, duas ações educativas de trânsito em comemoração ao Dia Nacional do Motociclista, celebrado no dia 27 de julho.

A primeira ação, na quinta-feira (27), será um Pit Stop educativo na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, a partir das 19h, com abordagem e orientações aos motociclistas sobre segurança e cuidados no trânsito. No sábado (29) será realizada a “1ª Ação Dia do Motociclista”, na Arena Pantanal, na Capital. O evento terá início às 14h e seguirá até às 20h com instruções, mecânica preventiva, educação para o trânsito e orientações de saúde.

O objetivo das ações é alertar os motociclistas sobre condutas seguras no trânsito, a percepção de riscos nas vias e o uso de equipamentos de segurança obrigatórios para a redução dos sinistros de trânsito.

“Essas ações alusivas ao dia do motociclista são um chamamento à toda a sociedade para olhar com respeito e atenção aos condutores, principalmente quanto ao comportamento do motociclista e a sua fragilidade nas vias”, destacou a coordenadora de Ações Educativas do Detran-MT, Gresiella Almeida.

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Mato Grosso conta, atualmente, com 1.507.787 pessoas habilitadas, sendo que 72,89% dos condutores possuem categoria A (1.099.099 habilitados na categoria A, AB, AC, AD e AE).

A ação na Arena Pantanal será realizada de forma integrada pelo Detran-MT, Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, com apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel) e demais parceiros da iniciativa privada.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

”O câncer mudou minha voz, mas não tirou minha força”, revela Margareth Buzetti”

Após questionamentos sobre a voz rouca, candidata ao Senado revela diagnóstico de câncer avançado na tireoide e transforma experiência pessoal em alerta às mulheres sobre diagnóstico precoce e cuidado com a própria saúde

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Durante anos, Margareth Buzetti evitou falar publicamente sobre as razões de sua voz rouca. Não queria que uma experiência difícil de sua vida fosse interpretada como tentativa de despertar pena ou se colocar no papel de vítima. Mas, uma série de perguntas recebidas nas redes sociais após a exposição de campanha, assim como, sucessivas entrevistas concedidas, fez com que ela decidisse contar uma história que carrega há 22 anos.

 

Margareth enfrentou um câncer de tireoide descoberto já em estágio avançado. Foram duas cirurgias e tratamento com iodo radioativo. Ela venceu a doença, mas ficaram sequelas. O tratamento comprometeu suas glândulas salivares e também afetou sua voz, que se tornou mais rouca, baixa e com maior dificuldade para falar.

 

“Eu me curei. Mas sei que poderia ter sido diferente. E foi por isso que resolvi falar. Se a minha história servir para fazer uma mulher marcar aquela consulta que está adiando ou realizar aquele exame que deixou para depois, então já valeu a pena”, afirma.

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A experiência pessoal também levou Margareth a chamar atenção para uma realidade comum na vida de milhões de brasileiras: mulheres que cuidam de todos, mas acabam deixando a própria saúde para depois.

 

“É o filho, a casa, o trabalho, a família. A mulher resolve a vida de todo mundo e muitas vezes é a última da própria lista. O ‘depois eu vejo’, quando estamos falando de saúde, pode custar muito caro. Diagnóstico no tempo certo pode significar tratamento no tempo certo e, principalmente, vida”, diz.

 

Da experiência pessoal à política pública

 

O cuidado com mulheres, mães e crianças acabou se tornando uma das marcas da passagem de Margareth pelo Senado. Além do enfrentamento à violência contra a mulher, sua atuação avançou sobre situações que atingem famílias antes, durante e depois de uma tragédia.

 

Entre as medidas defendidas e relatadas por Margareth estão iniciativas de proteção às mulheres vítimas de violência e seus filhos, além de ações voltadas às crianças e adolescentes e à estrutura de acolhimento das famílias.

 

Para ela, o mesmo princípio deve valer para a saúde: o poder público precisa criar condições para que a mulher consiga se cuidar antes que uma doença avance.

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É dessa experiência que nasce o eixo Cuidar, do Plano Nossas Vidas, com propostas voltadas à ampliação do acesso a exames, diagnóstico e condições para que as mulheres tenham tempo e oportunidade de cuidar da própria saúde.

 

“Eu sei o que significa receber um diagnóstico de câncer. Sei o que significa entrar em uma cirurgia sem saber exatamente como será o depois. E sei também o que significa carregar uma sequela pelo resto da vida. Por isso, quando falo de cuidado, não estou falando apenas de uma proposta. Estou falando de algo real”, disse.

 

Margareth afirma que decidiu tornar pública a história justamente para transformar uma característica pela qual é frequentemente questionada em um alerta.

 

“Minha voz pode ter ficado mais rouca depois de tudo o que passei. Mas ela não ficou menor. Para defender as mulheres, as famílias e cobrar o que Mato Grosso precisa em Brasília, ela fala muito alto”, conclui.

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