Mato Grosso

Detran-MT abre credenciamento para instrutor autônomo de trânsito

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O cidadão que deseja atuar como instrutor autônomo de trânsito nas aulas práticas de direção veicular deverá realizar o credenciamento junto ao Detran-MT e atender aos requisitos estabelecidos pela Portaria nº 042/2026, que regulamenta a atividade no Estado de Mato Grosso.

A autorização é obrigatória para que o profissional exerça a função de forma regular, responsável e em conformidade com a legislação vigente.

Conforme a coordenadora de Credenciamento do Detran-MT, Danielle Bastos, a abertura do credenciamento atende às normas nacionais e mantém o controle da atividade.

“O credenciamento junto ao Detran-MT garante que esse profissional atue de forma regular, responsável e dentro dos padrões técnicos e legais exigidos; além do Detran ter o controle das aulas ministradas”, destacou.

Requisitos para o credenciamento

Para atuar como instrutor de trânsito autônomo, o interessado deve atender, entre outros, aos seguintes requisitos:

  • Ter idade mínima de 21 anos;
  • Possuir CNH válida há, no mínimo, 02 anos, com observação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR);
  • Ter Ensino Médio completo e curso de instrutor de trânsito reconhecido pela Senatran, com registro no Renach;
  • Apresentar certidões criminais negativas;
  • Não estar em processo de cassação da CNH;
  • Não ter cometido infração gravíssima nos últimos 60 dias;
  • Comprovar capacitação em direção defensiva e primeiros socorros;
  • Dispor de estrutura física adequada, no caso de aulas práticas da categoria A (motocicletas);
  • Assinar os termos de ética e responsabilidade.
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Procedimentos e validade

O requerimento de credenciamento deve ser protocolado junto ao Detran-MT. A autorização terá validade de dois anos, podendo ser renovada conforme os critérios estabelecidos na norma.

O instrutor poderá atuar exclusivamente no município em que estiver cadastrado e não terá vínculo empregatício com a autarquia estadual.

Durante o exercício da atividade, o instrutor de trânsito autônomo deverá portar o Alvará Anual impresso, expedido pelo Detran-MT, para fins de fiscalização. Os instrutores já vinculados às autoescolas permanecerão com seus respectivos alvarás válidos até o término do prazo do credenciamento vigente.

A atividade será fiscalizada pelo Detran-MT, conforme as regras estabelecidas, e compete ao instrutor ministrar aulas práticas de direção e especialização de condutores, promovendo conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas à condução segura, responsável e compatível com a legislação de trânsito.

“O objetivo do credenciamento, além de atender às normas nacionais vigentes, é ampliar as possibilidades de atuação no setor, sem abrir mão da segurança viária e da qualidade do ensino, assegurando que o cidadão seja atendido por instrutores devidamente qualificados e fiscalizados”, reforçou o Presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

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Mais informações e os demais requisitos podem ser consultados na Portaria nº 042/2026, disponível no site do Detran-MT. CLIQUE AQUI PARA LER

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

”O câncer mudou minha voz, mas não tirou minha força”, revela Margareth Buzetti”

Após questionamentos sobre a voz rouca, candidata ao Senado revela diagnóstico de câncer avançado na tireoide e transforma experiência pessoal em alerta às mulheres sobre diagnóstico precoce e cuidado com a própria saúde

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Durante anos, Margareth Buzetti evitou falar publicamente sobre as razões de sua voz rouca. Não queria que uma experiência difícil de sua vida fosse interpretada como tentativa de despertar pena ou se colocar no papel de vítima. Mas, uma série de perguntas recebidas nas redes sociais após a exposição de campanha, assim como, sucessivas entrevistas concedidas, fez com que ela decidisse contar uma história que carrega há 22 anos.

 

Margareth enfrentou um câncer de tireoide descoberto já em estágio avançado. Foram duas cirurgias e tratamento com iodo radioativo. Ela venceu a doença, mas ficaram sequelas. O tratamento comprometeu suas glândulas salivares e também afetou sua voz, que se tornou mais rouca, baixa e com maior dificuldade para falar.

 

“Eu me curei. Mas sei que poderia ter sido diferente. E foi por isso que resolvi falar. Se a minha história servir para fazer uma mulher marcar aquela consulta que está adiando ou realizar aquele exame que deixou para depois, então já valeu a pena”, afirma.

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A experiência pessoal também levou Margareth a chamar atenção para uma realidade comum na vida de milhões de brasileiras: mulheres que cuidam de todos, mas acabam deixando a própria saúde para depois.

 

“É o filho, a casa, o trabalho, a família. A mulher resolve a vida de todo mundo e muitas vezes é a última da própria lista. O ‘depois eu vejo’, quando estamos falando de saúde, pode custar muito caro. Diagnóstico no tempo certo pode significar tratamento no tempo certo e, principalmente, vida”, diz.

 

Da experiência pessoal à política pública

 

O cuidado com mulheres, mães e crianças acabou se tornando uma das marcas da passagem de Margareth pelo Senado. Além do enfrentamento à violência contra a mulher, sua atuação avançou sobre situações que atingem famílias antes, durante e depois de uma tragédia.

 

Entre as medidas defendidas e relatadas por Margareth estão iniciativas de proteção às mulheres vítimas de violência e seus filhos, além de ações voltadas às crianças e adolescentes e à estrutura de acolhimento das famílias.

 

Para ela, o mesmo princípio deve valer para a saúde: o poder público precisa criar condições para que a mulher consiga se cuidar antes que uma doença avance.

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É dessa experiência que nasce o eixo Cuidar, do Plano Nossas Vidas, com propostas voltadas à ampliação do acesso a exames, diagnóstico e condições para que as mulheres tenham tempo e oportunidade de cuidar da própria saúde.

 

“Eu sei o que significa receber um diagnóstico de câncer. Sei o que significa entrar em uma cirurgia sem saber exatamente como será o depois. E sei também o que significa carregar uma sequela pelo resto da vida. Por isso, quando falo de cuidado, não estou falando apenas de uma proposta. Estou falando de algo real”, disse.

 

Margareth afirma que decidiu tornar pública a história justamente para transformar uma característica pela qual é frequentemente questionada em um alerta.

 

“Minha voz pode ter ficado mais rouca depois de tudo o que passei. Mas ela não ficou menor. Para defender as mulheres, as famílias e cobrar o que Mato Grosso precisa em Brasília, ela fala muito alto”, conclui.

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