Mato Grosso

Determinação dentro e fora das quadras inspira estudantes em abertura dos Jogos Militares

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O espírito esportivo e a disciplina marcaram a abertura da 5ª edição dos Jogos dos Estudantes Militares, que contou com uma palestra especial do ex-jogador de vôlei Roberto Minuzzi para alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes e Dom Pedro II.

Com uma trajetória vitoriosa fora e dentro nas quadras, Minuzzi trouxe aos estudantes reflexões que vão além do esporte. Tetracampeão da Liga Mundial com a seleção brasileira e dono de títulos desde as categorias de base, ele usou sua história para falar sobre foco, disciplina e superação — valores que, segundo ele, também são fundamentais na vida acadêmica.

Durante a palestra, o ex-atleta fez uma comparação direta entre o esporte e a rotina de estudos. Para ele, assim como em uma final de campeonato, o desempenho do estudante em uma prova depende de preparação contínua, rotina e dedicação ao longo do tempo.

“O estudante recebe conteúdos diariamente, precisa treinar, estudar e se preparar. A prova é como um jogo decisivo. A vida funciona assim: traçamos objetivos, evoluímos e nos preparamos para alcançar resultados”, destacou.

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Minuzzi também reforçou que oportunidades nem sempre aparecem de forma clara. Muitas vezes, segundo ele, surgem disfarçadas de dificuldades, derrotas ou momentos desafiadores e é justamente a reação diante desses obstáculos que constrói histórias de sucesso.

A mensagem central deixada aos alunos foi direta: estar preparado em qualquer momento. “Um dia comum pode ser o dia da oportunidade. E ela pode vir como problema ou dor. O importante é aprender com isso e transformar em crescimento”, afirmou.

O evento reúne mais de 900 estudantes de escolas militares da Rede Estadual, com programação que segue até domingo (29), incluindo competições esportivas e intelectuais.

Ao todo, 29 escolas participam da edição 2026, com disputas que vão desde ordem unida, cabo de guerra, xadrez, cubo mágico e provas intelectuais, promovendo integração, disciplina e trabalho em equipe.

Além das competições, a programação também valoriza a convivência entre os participantes, fortalecendo o espírito de equipe exatamente os princípios destacados por Minuzzi como essenciais tanto no esporte quanto na vida.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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