Mato Grosso

Desenvolve MT apresenta linhas de crédito para empresários em Várzea Grande

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Empresários de Várzea Grande tiveram a oportunidade de conhecer as linhas de crédito da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso disponíveis para fomento de seus negócios.

O encontro foi realizado na noite de terça-feira (22.04), em Várzea Grande, na sede da Associação Mato-Grossense dos Atacadistas e Distribuidores (Amad), e reuniu mais de 60 empreendedores com objetivo de fomentar a economia local e apoiar o desenvolvimento das empresas locais.

Na oportunidade, o gerente de programas e Produtos da Desenvolve MT, Wilson Andrade, apresentou as oportunidades de crédito com foco para investimentos e destaque também para o programa Jovem e Mulher empreendedor (a).

O diretor de crédito Helio Tito Simões de Arruda, reforçou o compromisso do Governo do Estado em fomentar as empresas.

“As linhas de crédito da Desenvolve MT são um diferencial, as taxas de juros não existem em outros lugares. Eventos como esses são de extrema importância para que possamos levar a informação e fomentar a economia”, afirmou.

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O evento é uma iniciativa da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em parceria com a Desenvolve MT, que vem realizando os encontros para levar informações sobre crédito ao setor empresarial.

“A Fiemt está fazendo uma ponte entre quem precisa de crédito e as instituições financiadoras. Nós já estamos programando o próximo encontro, e espero que as pessoas alcancem o crédito que eles estão precisando, que a gente consiga desenvolver o município”, afirmou Ayres Santos, presidente do Conselho da Micro e Pequena Empresa da Federação das Indústrias de Mato Grosso.

Estiveram presentes a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, o vice-prefeito, Tião da Zaeli, o vereador Samir Japonês, o secretário de Administração de Várzea Grande, Antônio Roberto Possas de Carvalho e outras autoridades municipais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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