Mato Grosso

Cruzamento na avenida do CPA será interditado para concretagem de pistas do BRT

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informa que o cruzamento da rua Dr. Ênio Vieira com a Avenida do CPA, em frente à loja Cobasi, será interditado a partir da manhã deste sábado (12.4).

A interdição é necessária para dar continuidade às obras de implantação do sistema BRT, com a concretagem das pistas na altura do cruzamento. A previsão é de que a interdição dure duas semanas. As alterações também já foram informadas ao aplicativo Waze, com que a Sinfra tem parceria.

Com o fechamento do cruzamento, foi sinalizado e semaforizado um novo retorno em frente à lanchonete McDonald’s, a cerca de 500 metros do local.

Dessa forma, os motoristas que trafegarem pela rua Dr. Ênio Vieira e desejarem acessar a avenida, para ir em direção à região do CPA, deverão utilizar o retorno em frente ao McDonald’s.

Outra mudança no trânsito é que esse retorno estará disponível apenas para quem deseja seguir em direção ao bairro (sentido CPA).

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Já os motoristas que quiserem retornar em direção ao Centro de Cuiabá deverão seguir até o retorno localizado em frente ao prédio da Defensoria Pública do Estado.

A interdição na manhã deste sábado será acompanhada também por agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Um painel com informações foi colocado na avenida.

A concretagem das pistas está sendo realizada pelo Consórcio BRT, dentro do acordo firmado com o Governo do Estado para conclusão do trecho.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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