Mato Grosso

Corpo de Bombeiros socorre vítimas de acidente de trânsito na MT-140

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado, na tarde de sexta-feira (17.4), para atender uma ocorrência de acidente de trânsito envolvendo um caminhão e dois carros de passeio, na rodovia MT-140, em Sinop (480 km de Cuiabá).

No local, a equipe do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBM) constatou que a colisão principal ocorreu entre o veículo de carga e um carro de passeio que, com o impacto, acabou atingindo outro carro menor estacionado às margens da via.

O condutor de um dos veículos foi retirado do carro e recebeu atendimento da equipe do 4º BBM. A vítima estava com dores no tórax e confusão mental, sendo encaminhada ao Hospital Regional de Sinop, junto a uma passageira que sofreu um mal-estar devido ao estado emocional.

Já o motorista do caminhão foi transportado ao hospital em estado de choque, enquanto a ocupante do outro veículo, que é hipertensa, precisou de cuidados médicos após apresentar pico de pressão devido ao susto.

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Uma mãe e seu bebê foram socorridos por uma ambulância que passava pelo local no momento do acidente.

A Polícia Militar foi acionada e ficou responsável pelas demais providências no local.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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