O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado, no final de semana, para duas ocorrências distintas envolvendo animais em situações de risco nas cidades de Confresa (a 1.058 km de Cuiabá) e Primavera do Leste (a 234 km de Cuiabá).
Em Confresa, a chamada mobilizou a equipe do 2º Núcleo de Bombeiro Militar (2º NBM) para o resgate de um porco-do-mato (caititu) adulto e agressivo que estava no interior da garagem de uma residência.
A área foi isolada para garantir a segurança de todos os envolvidos, bem como da equipe de resgate. A contenção do animal foi realizada com o uso de uma corda de laço, conforme a técnica apropriada, seguida de sua imobilização e condução para uma gaiola de captura, sem causar ferimentos ao animal. Ninguém se feriu durante a ocorrência.
Já em Primavera do Leste, a equipe do 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) atendeu a uma ocorrência envolvendo uma cadela que havia caído dentro de um bueiro, na tarde de sábado (24.5).
Após análise da situação, a equipe utilizou uma alavanca e um pé de cabra para remover as tampas dos bueiros e acessar o animal. Após verificar que a cadela estava ilesa, ela foi entregue aos tutores.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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