Mato Grosso

Corpo de Bombeiros resgata corpo de homem do Rio Vermelho

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na tarde desta sexta-feira (25.10), o corpo de um homem que foi encontrado por indígenas no Rio Vermelho, em Rondonópolis (a 214,6 km de Cuiabá).

A equipe do 3º Batalhão Bombeiro Militar (3º BBM) foi acionada com informações de que um corpo havia sido avistado no rio, nas proximidades da Aldeia Tadarimana, nos fundos da gleba Dom Bosco.

No local, os militares identificaram a necessidade de seguir cerca de 1,5 km acima da entrada da aldeia, para que pudessem ter acesso ao ponto do rio onde o corpo teria sido avistado. Com o apoio de um barco, os mergulhadores conseguiram realizar a remoção do cadáver.

O corpo do homem, que estava com os pés e as mãos amarrados, além de uma corda no pescoço, foi levado até as margens do rio, onde foi entregue às equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para as providencias cabíveis. A Polícia Militar também prestou apoio no atendimento a ocorrência.

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Não há informações sobre a identidade da vítima, ou a causa da morte.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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