O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participou, nesta sexta-feira (27.09), de um simulado operacional de combate a incêndio, salvamento e resgate, além de atendimento pré-hospitalar, no Shopping Estação, em Cuiabá.
O objetivo do exercício foi treinar as equipes de bombeiros para lidar com situações de urgência e emergência, além de aprimorar as habilidades de resposta a ocorrências. A simulação envolveu não apenas os militares, mas também brigadistas e bombeiros civis do shopping, assim como outras forças de segurança pública e da saúde.
De acordo com o tenente-coronel BM Paulo César Crivelli, comandante do 1º Batalhão Bombeiro Militar (1º BBM), o treinamento foi realizado de forma conjunta para promover o entrosamento entre os diversos órgãos envolvidos na operação e contribuir de forma significativa para a melhoria da coordenação em ações semelhantes.
“Esse tipo de simulado é crucial tanto para as instituições públicas quanto para a administração do shopping. Trata-se de um evento de grande porte, onde múltiplos agentes trabalham em conjunto. Todos precisamos treinar juntos para que, em uma situação real, cada um saiba desempenhar seu papel sem interferir nas atividades dos outros”, afirmou.
Representando uma operação em um cenário realista, o exercício simulou desde o acionamento dos bombeiros do 1º BBM até o deslocamento para a ocorrência e as ações de combate. Além dos militares, foram utilizadas quatro viaturas, sendo uma Auto Bomba Tanque Salvamento, Auto Rápido Salvamento, Unidade de Resgate e a escada Magirus.
Durante a ação, os bombeiros atuaram na evacuação do local, no controle do incêndio e na busca por possíveis vítimas, realizando também a triagem para atendimento pré-hospitalar. A intenção foi de garantir a segurança de todos os presentes e testar a eficiência das operações em um cenário real.
Ainda segundo o tenente-coronel Crivelli, o simulado foi uma oportunidade valiosa para identificar dificuldades e aprimorar estratégias de resposta em situações de emergência.
“Estamos aqui para aprender com nossos erros e identificar como poderíamos ter melhorado. Espero que todos tenham tirado lições deste simulado e que possamos evoluir para as próximas ações”, concluiu o tenente-coronel.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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