O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, na quinta-feira (03.4), os corpos de duas vítimas de afogamento após um grave acidente ocorrido na ponte sobre o Rio Bento Gomes, situada na Estrada Parque Transpantaneira, em Poconé (a 104 km de Cuiabá).
A equipe do 1º Pelotão Independente de Bombeiros Militar (1º PIBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta das 15h30, para atender uma ocorrência de acidente de trânsito que teria resultado no afogamento de um homem de 51 anos e uma criança de 5 anos.
No local, os bombeiros constataram que o veículo estava no rio e que o acidente envolveu um total de quatro vítimas.
Duas delas, mulheres, foram resgatadas por populares e levadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em um veículo particular, conduzido por um fazendeiro da região. Já as outras duas vítimas, um homem e uma criança, foram arremessadas do veículo no momento do acidente e caíram no rio, onde permaneceram submersas.
Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas subaquáticas e conseguiram localizar os corpos após alguns minutos. Após o resgate, os corpos foram entregues à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais.
Não há informações sobre as circunstâncias que ocasionaram o acidente, nem sobre o estado de saúde atual da vítimas resgatadas com vida.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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