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Corpo de Bombeiros homenageia militares pioneiros da corporação em Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) homenageia os bombeiros militares da turma de 1994, que completaram 30 anos de efetivo serviço e agora ingressam na reserva remunerada. Esses militares fazem parte da primeira turma de praças da corporação formada após a emancipação do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, um marco histórico para a instituição.

No dia 28 de outubro de 1994, foi oficializada a emancipação dos Bombeiros Militares, que deixaram de ser subordinados à Polícia Militar para se tornarem uma instituição independente. A partir dessa data, a corporação conquistou autonomia administrativa e financeira, passando a se reportar diretamente ao governador do Estado e sendo vinculada à então Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MT), hoje Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Naquela época, a primeira turma de bombeiros militares do Estado deu início a uma nova fase na história da segurança pública em Mato Grosso, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento e o fortalecimento da corporação ao longo das últimas décadas. Para celebrar essa trajetória, atos comemorativos estão sendo realizados ao longo do mês de outubro em unidades operacionais de todo o Estado.

De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, essas celebrações valorizam esses pioneiros e o legado deixado por eles, que tiveram papel decisivo na consolidação do Corpo de Bombeiros Militar como uma instituição respeitada, confiável e essencial para a sociedade mato-grossense.

“Mais do que celebrar o passado, este momento é uma forma de reafirmarmos nosso compromisso com os valores que esses profissionais ajudaram a construir: coragem, disciplina, abnegação e espírito de serviço. Eles pavimentaram o caminho para que hoje sejamos referência em proteção e defesa da vida”, destacou o comandante geral.

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A despedida foi marcada por momentos de emoção e reflexão em diversas unidades da corporação. Em cada local, um gesto simbólico de gratidão se destacou: o militar que encerrava sua carreira realizou flexões em agradecimento pelos anos dedicados ao serviço. Como forma de retribuição, seus colegas de farda celebraram com alegria o fim dessa missão, oferecendo o tradicional banho de mangueira com o jato d’água de viaturas de combate a incêndio.

Em Cuiabá, a comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza, ressaltou o compromisso desses militares ao longo de 30 anos, que enfrentaram inúmeros desafios, forjaram a essência da corporação e deixaram uma inspiração para as gerações futuras.

“São esses militares que construíram tudo o que temos hoje, que fizeram nossa história. Tenho orgulho em dizer que aprendi muito com eles. Aliás, acredito que a maioria dos militares de hoje aprendeu com eles como ser um bombeiro militar”, afirmou.

Já em Várzea Grande, o comandante do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, fez questão de que o trem de socorro, que é o conjunto de viaturas operacionais, acompanhasse o militar até sua residência, logo após seu último dia de serviço, em sinal de respeito por toda a dedicação.

“Simbolizando toda essa turma de bravos guerreiros, eles retornam ao seio familiar, onde poderão desfrutar de merecidos dias de descanso, cuidar da própria saúde e dedicar mais tempo à família. Este gesto representa nosso reconhecimento e agradecimento a esses nobres guerreiros. Missão cumprida”, disse.

A missão de servir

Seguindo para um novo capítulo da vida, o subtenente BM Eneas de Oliveira Xavier destacou que servir sempre foi mais do que uma profissão, sendo um verdadeiro propósito. Para ele, o compromisso com o próximo é o que dá sentido a tudo o que fez na corporação.

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“Ao longo da nossa carreira, conseguimos ajudar muita gente e salvar muitas vidas. E esse é o plano de Deus para nós: Ele não tem outro propósito senão que façamos o bem ao próximo. O Corpo de Bombeiros representa exatamente isso. Abracei essa profissão como um chamado divino. E o mais importante para o bombeiro é estar ajudando os outros. Por isso, me considero muito bem-sucedido, pois tive a oportunidade de ajudar muitas pessoas”, disse.

Também se despedindo, o subtenente BM Raul Marcelo Ferreira dos Santos refletiu sobre os obstáculos e as lições compartilhadas ao longo dos anos de serviço. “Chegamos aqui com pouco equipamento, contribuímos, ensinamos. Mas aprendi muito também. À medida que novos militares iam chegando, também fomos aprendendo com eles. Levo para casa um coração apertado, mas cheio de agradecimento. Deus abençoe a jornada de cada um que fica, pois a minha encerra aqui. Muito obrigado”, afirmou.

Já o subtenente BM Joilso Batista de Souza agradeceu pela homenagem e pela oportunidade de ter contribuído com o crescimento da corporação. “Quero só agradecer ao comando. Para mim foi prazeroso. Eu sou sustentado pela instituição e só tenho a agradecer a todos que passaram esse tempo comigo. Você estando em harmonia com os colegas, os amigos, 24 horas por dia, o serviço fica alegre. É só gratidão”, afirmou, muito emocionado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Indústria de Mato Grosso cresce 56% com ações do Governo do Estado e ambiente favorável aos negócios

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Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.

Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.

Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.

“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.

O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos

Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.

O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.

Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.

Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.

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“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.

Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Riqueza gerada pela indústria

Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os serviços industriais de utilidade pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as unidades da federação.

A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB industrial mato-grossense.

Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.

“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.

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Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho

Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial – que engloba a indústria e a construção civil – registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.

O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.

Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.

O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.

Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).

Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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