O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu, nesta quinta-feira (6.2), um incêndio em um silo de uma fazenda próximo ao município de Campo Verde (a 131 km de Cuiabá).
A equipe da 11ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 08h e se deslocou para o local da ocorrência. Ao chegar, os bombeiros verificaram que um dos secadores do silo estava em chamas.
Antes de iniciar o combate ao fogo, a equipe avaliou a área e identificou que a estrutura do secador apresentava riscos à segurança. Além disso, o incêndio já havia se alastrado para um secador próximo, causando um foco de maior proporção devido aos grãos em seu interior.
Para o combate, os bombeiros adotaram uma estratégia que consistia em iniciar o controle do fogo a longa distância, utilizando um caminhão munck com gaiola para direcionar a água à parte superior dos secadores.
Em seguida, foi realizado o combate direto, através das escadas que davam acesso à escotilha superior e às aberturas dos exaustores. No entanto, as estruturas apresentaram riscos à segurança e a equipe retornou a estratégia inicial, dessa vez, elevando os militares com o auxílio de um guindaste com cesto.
Devido aos danos causados pelo fogo, a estrutura de um dos secadores entrou em colapso e foi necessário reposicionar as viaturas e máquinas para continuar o combate.
Durante a ação, foram utilizados aproximadamente 130 mil litros de água e 80 litros de líquido gerador de espuma (LGE).
Por volta das 23h, após horas de trabalho intenso, o fogo foi completamente extinto e, em seguida, o rescaldo foi realizado. Não houve feridos.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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