O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou, nesta segunda-feira (14.4), à comitiva da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, os equipamentos e viaturas que compõem sua estrutura operacional, adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
O fundo apoia projetos na área de segurança pública destinados a reequipamento, treinamento e qualificação dos profissionais. Entre 2019 e 2024, foram destinados aproximadamente R$ 13 milhões ao CBMMT. Parte desses investimentos pode ser conferida durante a visita da comitiva à sede do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), em Cuiabá.
Na ocasião, a comitiva conheceu de perto as viaturas operacionais utilizadas em diversas ocorrências, como combate a incêndios urbanos, salvamentos aquáticos, resgates e atendimentos pré-hospitalares. Também foram apresentados equipamentos de proteção individual (EPIs) para combate a incêndios, mergulho e outras tecnologias embarcadas, que proporcionam mais eficiência nas ações de emergência.
Segundo o diretor de Administração Institucional do CBMMT, coronel BM Marco Aurélio Aires da Silva, os recursos repassados foram fundamentais para o fortalecimento da estrutura da corporação e para o avanço de projetos que visam melhorar a capacidade de resposta da instituição.
“Tivemos aqui a presença da comitiva da Senasp justamente para certificar os produtos e serviços adquiridos com recursos do fundo. O Corpo de Bombeiros Militar fez a aquisição de diversos equipamentos essenciais para o atendimento pré-hospitalar, combate a incêndios, resgates, salvamentos e até mesmo para o combate a incêndios florestais. Esses recursos são fundamentais para o fortalecimento das nossas atividades finalísticas”, destacou o coronel.
Ele ressaltou ainda que a visita permitiu o estreitamento de laços entre as instituições, além da definição de estratégias que viabilizem novas aquisições para a corporação. “Nessa visita, contamos com a participação do coordenador-geral de Compras e Licitações do CompraSus, a maior plataforma com atas de registro de preços voltadas a produtos e serviços para a atividade-fim do Corpo de Bombeiros. Aproveitamos a oportunidade para alinhar tratativas estratégicas que possam viabilizar novas aquisições essenciais para o avanço da instituição”, completou.
Além do CBMMT, a comitiva da Senasp cumpre agenda em outros órgãos de segurança pública do Estado, com o objetivo de realizar fiscalizações, auditorias, reuniões técnicas e oficinas voltadas à execução e uso adequado dos recursos transferidos pelo fundo.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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