A Arena Pantanal recebe no próximo sábado (16.03) a partida entre Mixto e União de Rondonópolis pela semifinal do Campeonato Mato-grossense de Futebol. A programação no complexo esportivo gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) conta ainda com o Campeonato Estadual de Jiu Jitsu Esportivo, que ocorre no domingo (17), no Ginásio Aecim Tocantins.
Campeonato Mato-grossense de Futebol
O jogo de ida entre Mixto e União ocorre no sábado (16), às 15h30, na Arena Pantanal. O setor Oeste inferior está liberado para a torcida do Mixto, enquanto o Norte inferior é destinado aos torcedores do União.
Com ingressos vendidos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), a partida marca a volta do time cuiabano a uma semifinal depois de 11 anos. Crianças com até 12 anos não pagam pela entrada.
As vendas começaram nesta quinta-feira (14) em horário comercial, na Rádio Cultura. Na sexta-feira (15.03), das 8h às 17h, e no sábado (16), das 8h às 11h, os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do estádio Dutrinha. A partir das 12h de sábado, os bilhetes passam a ser vendidos na Arena Pantanal.
Além de Mixto e União, os outros times classificados para a semifinal do Campeonato Mato-grossense são Cuiabá e Luverdense, que se enfrentam no domingo (17), às 17h, em Lucas do Rio Verde.
Campeonato Estadual de Jiu Jitsu Esportivo
O ginásio Aecim Tocantins, que também integra o Complexo Arena Pantanal, recebe a primeira fase do Campeonato Estadual de Jiu Jitsu Esportivo no domingo (17), a partir das 8h, com entrada gratuita. Reunindo cerca de 900 atletas de todo o Estado, o evento é realizado pela Federação de Jiu Jitsu Esportivo de Mato Grosso com o apoio da Secel-MT.
Participam da competição 70 equipes, que representam os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Cáceres, Nobres, Alto Garças, Barra do Garças, Guiratinga, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Canarana, Arenápolis, Jaciara, Juscimeira, Alta Floresta, Rondonópolis, Primavera do Leste, Tangará da Serra, Querência, Água Boa, Juína, Diamantino, Diamantino, Comodoro, São José dos Quatro Marcos, Tesouro, Itiquira, Pontes de Lacerda, Alto Araguaia, Guarantã do Norte, Itanhangá e Colniza.
As competições são divididas por faixa etária, abrangendo atletas de quatro a 17 anos nas categorias pré-mirim, mirim, infantil, infantojuvenil e juvenil. Já nas categorias adulto e master competem os atletas acima de 18 anos.
“Agradecemos o apoio do Governo de Mato Grosso, que, por meio da Secel, tem sido grande incentivador do Jiu Jitusu Esportivo no Estado. Com esse incentivo tão importante, conseguimos garantir a participação de nossos atletas nos mais importantes campeonatos do Brasil e do mundo, trazendo sempre excelentes resultados para Mato Grosso”, enalteceu o presidente da Federação de Jiu Jitsu Esportivo, Paulo César Venâncio.
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
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