“Pensamento positivo, fé em Deus e o subsídio do nos levaram à casa própria”, afirma Andreia Rocha Caetano, uma das futuras moradoras do Residencial Jardim dos Ipês 1, que foi entregue no município de Primavera do Leste nesta sexta-feira (19.12). Ela conta que estava sem esperança de comprar um imóvel até que um parente recomendou a ela o programa SER Família Habitação, do Governo de Mato Grosso.
“No mesmo dia eu fui procurar informações e me falaram do subsídio. Na negociação, eu vi que seria possível comprar nossa casa, porque abatemos quase toda a entrada”, relata.
O Residencial Jardim dos Ipês 1 faz parte do Programa SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama, Virginia Mendes, por meio da modalidade Entrada Facilitada, que oferece subsídio de até R$25 mil para as famílias adquirirem o imóvel próprio.
Segundo o marido de Andréia, Wanderson Caetano, a família estava em busca de uma oportunidade há 2 anos. Eles são casados há 8 anos e atualmente moram com a mãe dele, porque precisavam reduzir a despesa para conseguir comprar a casa.
“Sem o subsídio ia ficar complicado. O valor da entrada é alto e não conseguimos juntar tudo que o que precisamos, mesmo trabalhando muito” avaliou.
Outra moradora do residencial é Raissa Lins Caetano. Ela viu no subsídio do Governo do Estado um sinal de que era a hora certa de comprar a casa própria.
Raíssa e sua famílias conquistaram a casa própria após obterem o subsídio do Governo de Mato Grosso. Foto: Caroline Rodrigues/MT PAR
“Eu cheguei a procurar a construtora antes de sair o subsídio do Governo de Mato Grosso. Naquela época, a entrada era R$ 48 mil, e pra mim isso é muito caro. Com o subsídio e todos os benefícios, o valor caiu para R$ 4 mil. Era a oportunidade que eu precisava”, afirma.
O programa
O SER Família Habitação já atendeu mais de 31 mil famílias em todo o Mato Grosso, sendo que apenas na Modalidade Entrada Facilitada foram beneficiadas 15,5 famílias com subsídio de até R$35 mil.
Em Primavera do Leste, já foram concedidos subsídios para 1.623 famílias. Um valor total de investimento de R$ 28 milhões.
Os interessados em adquirir uma casa pelo Programa SER Família Habitação devem entrar no site da MT Par (www.mtpar.mt.gov) fazer a inscrição no Sistema de Habilitação de Mato Grosso (Sihab MT) e, em seguida, fazer a manifestação de interesse no imóvel e seguir as orientações da construtora.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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