Mato Grosso

“Com robustos investimentos, vamos finalizar quase 7 mil km de rodovias asfaltadas”, afirma governador em fórum nacional

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O governador Mauro Mendes afirmou que, de 2019 até 2026, o Governo de Mato Grosso terá entregado cerca de 7 mil quilômetros de rodovias asfaltadas

Mauro participou do 4º Fórum Infraestrutura: Cidades e Investimentos, promovido pela Exame nesta terça-feira (10.12), em São Paulo.

O governador enfatizou as medidas necessárias que o estado adotou para alcançar a eficiência na gestão fiscal, e assim ter capacidade para fazer o maior investimento em infraestrutura rodoviária do país.

“Ao assumirmos a gestão, encontramos Mato Grosso atolado em dívidas e com uma economia em situação crítica. Implementamos um rigoroso ajuste fiscal, tornando as contas públicas mais eficientes. Hoje, investimos quase 20% de nossa arrecadação, sem novas dívidas”, citou o governador, que estava acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.

Além do asfalto novo, o governador lembrou que os investimentos também contemplam recuperação asfáltica, pontes e parcerias com os municípios para obras dentro das cidades.

“Vamos finalizar quase 7 mil km de rodovias asfaltadas até o final do meu mandato como governador. Além disso, conseguimos resolver a questão da BR-163, cuja concessão estava com problemas e, graças a uma solução inédita e eficiente, o estado assumiu e já vai entregar os primeiros 100 km. Sem contar as mais de 300 pontes de concreto de grande porte que estamos conseguindo entregar para melhorar a logística”, destacou.

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Outro avanço na logística, de acordo com o governador, foi a iniciativa pioneira de viabilizar a primeira ferrovia estadual do país, que já está com as obras a todo vapor.

“Anos se passaram sem ação em relação à ferrovia estadual. Nossa gestão, com uma atitude simples, porém eficaz, conseguiu destravar o processo. Assumimos a responsabilidade pela concessão da primeira ferrovia estadual em Mato Grosso e com um investimento privado superior a R$20 bilhões que já está acontecendo, vamos melhorar a logística do agronegócio, mostrando ser possível destravar o desenvolvimento com iniciativa e agilidade. Tudo isso sem o estado precisar gastar um único centavo”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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