As forças policiais especializadas que atuam na Operação Vitae, em Sorriso (420 km de Cuiabá), prenderam com a ajuda de imagens das câmeras do programa Vigia Mais MT, três suspeitos de integrarem uma facção criminosa que estavam com um plano de homicídio em andamento.
No sábado (22.06), os policiais ainda apreenderam duas armas de fogo, 21 munições, um carregador de pistola, celulares, 29 comprimidos de ecstasy e o veículo flagrado pelas câmeras no trajeto até a casa da pessoa que, supostamente, seria morta.
A ação ocorreu na madrugada de sábado e mobilizou equipes do 12º Batalhão da Polícia Militar, da Força Tática e da Cavalaria.
Um homem de 25 anos procurou a polícia para denunciar que estava em casa com a esposa, no Bairro Jardim Carolina, quando os suspeitos tentaram arrombar a porta para a tentativa de homicídio. Ele, então, conseguiu fugir e pedir ajuda para vizinhos. À polícia, a vítima afirmou não saber o motivo de estar sendo procurada.
Sem encontrá-lo na residência, os criminosos fizeram disparos de arma de fogo e fugiram em um veículo Fiesta Vermelho.
Os suspeitos foram localizados poucos minutos depois, em outro ponto da cidade, com apoio das câmeras do Vigia Mais MT. O carro foi cercado no cruzamento das ruas Jânio Quadro e Preciosa.
Um dos três ocupantes, de 18 anos, tentou fugir entrando em uma residência, contudo, acabou sendo abordado e preso no quintal. Com ele havia uma pistola 9mm. Como o segundo ocupante, também de 18 anos, foi apreendido um revólver. O terceiro suspeito, um adolescente de 15 anos, também estava no carro, assim como os outros materiais apreendidos.
A operação Vitae, que está 15ª etapa em Sorriso, é uma ação da Secretaria de Segurança Pública que, por meio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional, garante reforço ao policiamento de Sorriso com equipes da Rotam, Bope, Cavalaria, Companhia de Motopatrulhamento, Força Tática e outras unidades especializadas da Polícia Militar.
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
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