Em uma pequena propriedade arrendada no município de Barra do Garças, o produtor Paulo Terezino da Silva cultiva, com a ajuda da esposa e da filha, uma área que garante o sustento da família e alimentos frescos comercializados nas feiras livres da região. À frente da Hortaliça Campo Alegre, ele dedica os dias à produção de alface, cebolinha, coentro e outras hortaliças.
Há 12 anos trabalhando com horticultura, Paulo viu de perto as dificuldades e as recompensas da vida no campo. Mas recentemente, um reforço importante chegou para mudar a rotina da propriedade: um tratorito, equipamento agrícola de pequeno porte, que tem feito toda a diferença no preparo dos canteiros e no aumento da produção.
O equipamento foi adquirido com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pela agricultura familiar do município, por meio de projeto apresentado à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT).
“Esse tratorito está ajudando demais a gente. Faz com que o trabalho aconteça de forma muito mais rápida”, contou Paulo, animado.
Antes desse equipamento, tudo era feito manualmente, um processo demorado e cansativo. Agora, a mecanização trouxe agilidade e mais disposição para investir na horta.
“Nossa, isso aqui foi uma bênção, uma ajuda muito grande, porque antes a gente tinha que fazer tudo na mão e demorava muito tempo. Quero agradecer ao Governo do Estado e à Seaf por esse apoio e incentivo, que é muito bom pra gente”, agradeceu o produtor.
Paulo destaca ainda o trabalho da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), que tem apoiado os pequenos agricultores com programas de incentivo e equipamentos. “A Seaf está fazendo um excelente trabalho ajudando o pequeno produtor. É um incentivo muito grande para nós. Muito obrigado por isso”, reconheceu.
Desde 2019, o Governo por meio da Seaf investiu cerca de R$ 4,8 milhões em máquinas, implementos, veículos novos, caixas de apicultura, calcário, resfriadores de leite, entre outras entregas para agricultura familiar do município.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Barra do Garças, José Bispo, destacou o apoio do Estado aos pequenos produtores. “A agricultura familiar é prioridade tanto para o Estado quanto para o município. Com parcerias como essa com a Seaf, conseguimos levar mais estrutura, mecanização e esperança para as famílias do campo”, ratificou o secretário.
O lançamento oficial para a imprensa da FIT Pantanal 2026, maior feira de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil, realizado na noite desta segunda-feira (4.5), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, apresentou um evento maior, mais estruturado e com ambição clara de consolidar o Estado como destino competitivo no cenário nacional e internacional do turismo. O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Marcada para os dias 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, a feira chega a mais uma edição em expansão. Em 2023, foram 45 mil visitantes, depois saltou para 65 mil em 2024 e 70 mil em 2025. Agora, a meta é ultrapassar a marca de 100 mil pessoas, ampliando não só o público, mas também o volume de negócios gerados.
Mais do que uma feira de exposição, a FIT se posiciona como uma plataforma de negócios. Em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 35 milhões em negociações e gerou impacto direto em diferentes cadeias, como agricultura familiar, artesanato e gastronomia, setores que, juntos, somaram mais de R$ 1,5 milhão em vendas dentro do evento.
Esse crescimento tem sido sustentado por uma estratégia de ampliação da feira, com mais municípios participantes, maior diversidade de produtos turísticos e fortalecimento da conexão entre quem vende e quem compra turismo.
“A FIT Pantanal vem crescendo a cada edição e, hoje, já se consolidou como o principal evento de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Agora, o desafio é ampliar ainda mais, com mais municípios, mais experiências e um público maior. Este ano, mais de 80 municípios do Estado devem participar da feira”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau Júnior.
O evento também reforça uma mudança importante no discurso institucional. O turismo deixou de ser tratado apenas como potencial e passou a ser encarado como produto econômico estruturado. A cadeia envolve desde hotéis e restaurantes até pequenos produtores, artesãos e operadores turísticos.
“Quando falamos de turismo, estamos falando de experiências, de sonhos, mas também de oportunidades econômicas para várias áreas. É uma atividade que conecta cultura, gastronomia e negócios e que precisa ser tratada com estratégia”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.
A edição 2026 terá uma programação mais robusta, com conteúdo técnico, palestras e seminários voltados aos empresários e trabalhadores do setor, incluindo discussões sobre os impactos da reforma tributária no setor. Ao mesmo tempo, mantém o caráter aberto ao público, com experiências culturais e gastronômicas.
A diversidade de Mato Grosso também será um dos principais ativos explorados. A proposta é concentrar, em um único espaço, destinos que vão do Pantanal ao Araguaia, passando pela Amazônia e pelo Cerrado, criando uma vitrine integrada do Estado.
“A FIT reúne tudo o que Mato Grosso tem de mais competitivo. É uma oportunidade de apresentar e comercializar esses destinos para turistas do próprio estado, do Brasil e também do exterior”, afirmou o secretário adjunto de Turismo, Luís Carlos Nigro.
Outro eixo central da feira é a geração de negócios. Para isso, o Sebrae aposta em rodadas comerciais nacionais e estaduais, além da estruturação de novos produtos turísticos para ampliar a presença de Mato Grosso no mercado.
“O turismo é uma cadeia formada majoritariamente por pequenos negócios. Nosso trabalho é estruturar esses produtos e conectar os empresários aos mercados, e a FIT é o principal ambiente para isso acontecer”, explicou a assessora da Diretoria Técnica do Sebrae-MT, Marisbeth Gonçalves.
Entre as novidades desta edição, está o lançamento de novos roteiros, como a Rota dos Primatas, além da ampliação das rodadas de negócios e da participação de operadores de diferentes regiões do país.
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