O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), já realizou 345 operações de serviços aeromédicos no estado de Mato Grosso de 2020 até a primeira quinzena de setembro, somando 1.720 horas de voo. As atividades iniciaram há três anos em colaboração com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). As missões permitem o transporte de pacientes enfermos que precisam de atendimento médico com urgência ou tratamentos especializados indisponíveis nas cidades onde residem.
A parceria permite a atuação rápida com o uso das aeronaves especialmente equipadas para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações garantem aos pacientes tratamento médico especializado, remoções emergenciais, transplantes, transportes de vacinas, captação de órgãos e outros procedimentos, de forma eficaz.
Desde que o Ciopaer deu início às ações com a SES foram realizadas centenas de operações em colaboração.
Em 2020, foram realizadas 34 missões, completando 129 horas de voo. Já em 2021, foram 158 operações, em 863 horas de voo, e, em 2022, 109 operações e 532 horas de voo. Até a primeira quinzena de setembro deste ano, o Ciopaer prestou 44 atendimentos de transporte aeromédico, em 194 horas de voo.
O papel do Centro Integrado é crucial para muitos cidadãos. Para o tenente coronel Lima Júnior, coordenador do Ciopaer, tais ações são mais que meros voos. Elas representam um esforço humanitário em prol da saúde dos cidadãos mato-grossenses e permitem que eles voltem aos seus lares com mais qualidade de vida.
O coordenador do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) da SES, Marcos Vinicius Souza, afirma que a colaboração é uma ponte vital entre segurança e saúde pública.
“O Ciopaer hoje é um canal de locomoção essencial para o bom desenvolvimento do TFD. Todos os nossos chamados para agendar trajetos de ida/volta de nossos pacientes são atendidos de forma rápida, ágil, com segurança e o que mais importa, a sensibilidade em atender os usuários do SUS que já nos elogiam por não precisar passar por constrangimentos em aeroportos e até mesmo dentro de aeronaves comerciais. Dando-lhes mais conforto e credibilidade no serviço de Saúde da SES”, pontua.
O Centro Integrado de Operações Aéreas foi criado em 2006. Durante os seus 17 anos de cooperação com a sociedade, já realizou milhares de ações em prol das necessidades de Mato Grosso.
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
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