Mato Grosso

CGE explica atores e responsabilidades do controle interno

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O controle interno é um tema fundamental para a administração pública. De acordo com a Constituição Federal, cada Poder deve ter seu próprio Sistema de Controle Interno (SCI) para avaliar o cumprimento das metas do plano plurianual, a execução dos programas de governo, a legalidade, eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nas organizações públicas. No entanto, surgem dúvidas sobre os atores envolvidos e suas atribuições nesse processo.

Por isso, a Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) inicia, nesta segunda-feira (22.05), uma série de matérias sobre o funcionamento do controle interno e do órgão central da atividade no Poder Executivo do Estado de Mato Grosso.

Nesta primeira matéria, o foco são os papeis dos atores envolvidos no controle interno. Para tanto, o Instituto de Auditores Internos (IIA), organização que estabelece padrões profissionais e éticos para os auditores internos em todo o mundo, desenvolveu o Modelo das Três Linhas, que traz essas definições.

Na primeira linha, estão os departamentos e equipes de trabalho envolvidos na entrega de produtos e serviços aos clientes de cada organização. “Para o IIA, na primeira linha é onde as ações são lideradas e dirigidas (incluindo aí a gestão de riscos) e onde também ocorre a aplicação de recursos para se atingir os objetivos da organização”, explica o secretário-adjunto de Auditoria e Controle da CGE-MT, Joelcio Caires da Silva Ormond.

Já a segunda linha é responsável por fornecer assistência no gerenciamento de riscos. É formada pelos departamentos de gerenciamento de riscos, conformidade e controle interno. “Esse nível é responsável por verificar o atingimento dos objetivos de conformidade legal e regulatória, comportamento ético, controles internos, segurança da informação e tecnologia, sustentabilidade e avaliação da qualidade”, destaca o adjunto.

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A terceira linha, por sua vez, é composta pelo órgão central de auditoria interna, no caso, a CGE-MT, que realiza avaliações independentes e objetivas sobre a governança, os controles internos e o gerenciamento de riscos.

“A primeira linha executa os controles estabelecidos pela instituição, de forma a mitigar riscos existentes, diretamente no desenvolvimento de cada atividade da organização. A segunda linha, por sua vez, fornece apoio e monitora, questiona e analisa a eficácia da gestão de riscos. E a auditoria interna, por conseguinte, atua por meio de avaliações e assessoramento, por meio de consultorias, contribuindo para o aperfeiçoamento das operações da organização”, esclarece o secretário-adjunto.

Distinção
Nesse contexto, é fundamental compreender a distinção entre o controle interno administrativo e controle interno avaliativo. O primeiro é uma responsabilidade dos próprios gestores, ao estabelecer processos e medidas para gerenciar recursos e promover a eficiência operacional, com o objetivo principal de reduzir riscos e garantir que os objetivos das instituições públicas sejam alcançados.

Já o controle interno avaliativo é realizado pelos órgãos de auditoria interna, no caso, a CGE-MT. A principal função é analisar se os procedimentos e práticas estabelecidos pelos gestores estão sendo seguidos de maneira adequada.

Portanto, é essencial compreender que o controle interno administrativo e o controle interno avaliativo são complementares. “Enquanto os gestores têm a responsabilidade de implementar os controles internos para mitigar riscos e alcançar os objetivos organizacionais, os órgãos de auditoria interna avaliam e monitoram esses controles, garantindo sua eficiência e contribuindo para uma gestão mais sólida e transparente”, pontua o adjunto da CGE-MT.

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Em Mato Grosso
No Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, o Sistema de Controle Interno (SCI) é composto pelo Conselho do Sistema de Controle Interno, órgão de decisão colegiada; pela CGE-MT, órgão central do sistema, e pelas Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis), presentes nos órgãos e entidades estaduais.

No entanto, o compromisso com o controle interno não se limita a esses três atores. Todos os profissionais que atuam na administração pública têm responsabilidades no controle interno, garantindo a mitigação de riscos e o alcance dos objetivos institucionais. Cada órgão e entidade deve estabelecer estruturas e processos adequados para cumprir essas responsabilidades.

“É nesse sentido que, por exemplo, um pregoeiro deve seguir os mecanismos estabelecidos para garantir a aquisição mais vantajosa para o Estado; o setor responsável pelas aquisições deve garantir que os controles estão sendo executados conforme estabelecido e são aptos para mitigar os riscos mais relevantes; a assessoria jurídica fornecer apoio, expertise para garantir conformidade com a legislação; a CGE fazer avaliações e prestar consultorias para aperfeiçoar o desenvolvimento das operações organizacionais”, exemplifica o adjunto da CGE-MT.

Fonte: Governo MT – MT

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Após sucesso em Cuiabá, lançamento do filme “Mãe Bonifácia” em Sorriso será neste sábado (23)

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Moradores de Sorriso vivem a expectativa da estreia do filme “Mãe Bonifácia”, do diretor Salles Fernandes, no município. Produzido na cidade, com atores, atrizes e maioria dos figurantes de Sorriso, o lançamento oficial da obra será realizado neste sábado (23.5), às 19h30, no auditório Farroupilha do Centro de Eventos Ari José Riedi, na avenida Blumenau Sul, nº 1451, no Bairro Rota do Sol.

Antes, às 19h, a programação prevê cerimonial de abertura. No domingo (24), o público pode conferir o filme, estrelada por Zezé Motta, às 18h, no mesmo local, e em sessão extra às 20h, conforme a demanda de público.

“A expectativa está muito grande, todo mundo muito ansioso e animado para se ver na tela. Temos grande parte do elenco de figurantes e atores regionais que não teve a oportunidade de assistir em Cuiabá devido à grande demanda na Capital. Esta vai ser a oportunidade de mostrarmos o filme para eles e também queremos mostrar a obra para os apoiadores locais, valorizadores da cultura, e ver a reação do público de Sorriso, junto com os profissionais da cidade, é uma junção der esforços”, destaca o diretor.

A primeira exibição do filme foi no Cine Teatro Cuiabá, na região central da cidade, onde foi sucesso de público. A organização teve que fazer exibições adicionais à programação oficial. A fila de pessoas interessadas em assistir o filme ultrapassou a esquina do Cine Teatro. Salles confessa que foi pego de surpresa com tamanha procura. “Não esperava tanta gente, nem a organização do teatro”, disse..

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Produzido com recursos do edital Cinemotion de Produção Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo (LPG), da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o longa-metragem retrata duas etapas da vida de “Mãe Bonifácia” – uma na juventude, com interpretação da atriz de São Paulo, Elina Souza, quando a personagem, alforriada, ganha o respeito das autoridades, e já mais velha, com interpretação de Zezé Motta, época em que conta como conseguiu ajudar os escravos a ganhar a liberdade e fugir para quilombos. Um deles deu origem ao bairro Quilombo, na capital.

Historiadores também asseguram que Mãe Bonifácia, procurada na época por ser renomada curandeira e benzedeira, fundou um quilombo dentro da região onde hoje está localizado o Parque Mãe Bonifácia. No local, ela foi homenageada na história recente, no governo Dante de Oliveira, com o nome do parque e uma estátua no local.

O diretor agradece Cuiabá. “Agradeço por ter me dado essa figura tão bonita para que a gente pudesse contar essa história e entregar isso para o Brasil conhecer essa mulher preta, de força, que fez história e que sobreviveu ao tempo, com seu legado e o seu nome”, destaca. Salles já acumula premiações com curtas-metragens exibidos em festivais no Brasil e no exterior, que conquistaram reconhecimento em países como Canadá, Espanha e Chile.

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Após a exibição do filme entre os conterrâneos, ele vai avaliar em quais festivais vai inscrever o primeiro longa-metragem da carreira dele. Ele já dirigiu os curtas “Minhocão do Pari – a origem da lenda” e “Tereza de Benguela”, com apoio de edital da Secel-MT.

Salles torce para que a obra desperte interesse em outros profissionais do audiovisual de Sorriso. “Acaba sendo o primeiro longa que produzimos na cidade. Embora a obra retrate uma figura de Cuiabá, é uma figura do Brasil todo. É muito importante para incentivarmos novos realizadores, até porque é o primeiro filme com uma atriz de reconhecimento nacional. Estou bem animado com o sucesso do filme e espero que a obra sirva de inspiração para novos realizadores do cinema”, conclui.

Fonte: Governo MT – MT

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