A abertura oficial da 5ª edição dos Jogos dos Estudantes Militares foi marcada por uma cerimônia repleta de simbolismo, com entrada da tocha olímpica, apresentações da banda da Polícia Militar e desfile de pelotões, reunindo mais de 900 estudantes em um momento de celebração, disciplina e espírito esportivo.
Realizado em Sinop, o evento começou com grande participação das delegações escolares, que protagonizaram um desfile organizado, reforçando valores como respeito, união e pertencimento. A solenidade reuniu diversas autoridades civis e militares ligadas à Educação e à Segurança Pública.
O superintendente das escolas militares e cívico-militares da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), coronel do Exército Anderson Pinto, destacou que os jogos vão além da competição e fazem parte do processo educacional. “A vida é feita de desafios. Muitas vezes, vistos como inatingíveis, mas é preciso perseverar, planejar e conquistar objetivos. Nos jogos, mostramos nosso diferencial: disciplina e respeito”, afirmou.
Ele também ressaltou que o evento é fruto de um esforço coletivo, envolvendo instituições militares, educacionais e o poder público municipal, garantindo estrutura e organização para os estudantes participantes.
Representando a Federação Mato-grossense de Desporto Escolar, a presidente Carine do Nascimento celebrou a realização do evento em Sinop e reforçou o espírito de integração. “Que a camaradagem e o respeito mútuo prevaleçam, com a saudável competição que todo evento esportivo exige. Tenho certeza de que será um grande sucesso”, disse.
O diretor da Escola Estadual Militar Dom Pedro II de Cuiabá e coronel do Corpo de Bombeiros, Sandro Caillava, representou o comandante-geral dos bombeiros e enfatizou o papel das escolas militares na formação cidadã. Segundo ele, o objetivo vai além da carreira militar. “Estamos formando cidadãos conscientes, com valores como disciplina, respeito e cuidado com o patrimônio público”, pontuou.
Já o coronel PM Valdenir, diretor da Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá, destacou a união entre as instituições militares e o espírito de irmandade entre os alunos. “Apesar das diferenças, somos uma força única. Aqui, mostramos coragem, espírito esportivo e, acima de tudo, respeito”, afirmou.
A diretora da Diretoria Regional de Educação de Sinop, Cristiane Signor, reforçou os impactos pedagógicos dos jogos. “Esses resultados que vemos, como boas notas no IDEB e no Enem, são fruto de um trabalho sério. Os jogos fortalecem valores como convivência, cooperação e disciplina, essenciais para a formação dos nossos estudantes”, destacou.
Também participaram da cerimônia a secretária municipal de Educação, Salete Vicente; o comandante-geral da PM, coronel Cláudio; o coordenador de escolas militares, coronel PM Ademar Corrêa da Costa; e o tenente-coronel Juliano.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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