Mato Grosso

Cerca de 250 pesquisadores, agropecuaristas e estudantes participam de encontro sobre uso de pó de rocha

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Cerca de 250 estudantes, pesquisadores e agropecuaristas participam, de forma híbrida, do 1º Encontro Técnico Remineralizadores – A Meta é Mato Grosso Mais Sustentável, nesta terça-feira (21.11) e quarta-feira (22.11), na Escola Técnica e Profissional Estadual de Cuiabá (ETEC/SECITECI), em Cuiabá. O evento é realizado gratuitamente e discute estratégias da utilização do “pó de rocha” para promover a sustentabilidade na mineração, agricultura e pecuária de forma inovadora.

“Essa questão de mineração é um dos nossos principais focos e, por meio de um projeto como esse, com trabalho técnico testado e comprovado, de que podemos melhorar a sustentabilidade da mineração. Utilizar rejeitos para mineralizar o nosso solo e aumentar a produtividade significa que estamos juntando três grandes segmentos econômicos, agricultura, pecuária e mineração, para trabalhar em conjunto e demonstrar ao país e ao mundo que aqui é o lugar de produzir com sustentabilidade, competência e oportunidade”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

“A implantação do uso de remineralizadores, as rochas em pó, se dá por sua eficiência, retorno econômico, sustentabilidade, sequestro de carbono e que tudo isso precisa ser discutido tecnicamente”, destacou o secretário-adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Paulo dos Santos Leite.

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O presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração, Juliano Jorge, explica que os remineralizadores são alternativas para diminuir o custo para os produtores e agricultores.

“Mato Grosso possuí grande acidez no solo e deficiência de nutrientes para plantio, principalmente no cerrado, gerando um grande investimento em fertilizantes, o que impacta na margem de lucros dos produtores. O pó de rocha, como é conhecido o remineralizador vem ganhando destaque em vários estados como alternativa aos fertilizantes. Mato Grosso possuí um grande potencial geológico, mas ainda é necessário investimento em pesquisa de depósitos minerais com potencial de uso direto para remineralização, além da divulgação dos benefícios”, pontuou o presidente da Metamat.

O evento é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), via Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), em parceria com a Central das Organizações do Estado de Mato Grosso (Cordemato).

O encontro faz parte das metas do projeto Mineração Sustentável, que busca soluções socioeconômicas e ambientais para o segmento artesanal de Mato Grosso, e é realizado desde 2021 pelo Governo do Estado de Mato Grosso. Ao todo, 12 palestrantes discutem o tema desde a fabricação até o uso e a implantação.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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