Cerca de 100 atletas irão representar Mato Grosso no Campeonato Mundial de Jiu Jitsu Esportivo, entre os dias 23 e 26 de novembro, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Composta por esportistas de várias cidades mato-grossenses, a equipe saiu de Cuiabá nessa terça-feira (21.11) em um transporte custeado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
A competição abrange as categorias Juvenil, Adulto e Master, neste período. Nos dias 2 e 3 de dezembro, o mundial envolve disputas Kids, com participação de mais uma equipe mato-grossense, que conta também com o apoio do Governo do Estado para a viagem. As duas competições são realizadas pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo (CBJJE).
“Agradeço o apoio do Governo do Estado, o empenho e o compromisso do secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves, e do adjunto, David Moura, para garantir esse transporte. É uma ajuda fundamental, principalmente para os atletas com menos condições financeiras”, afirmou o presidente da Federação de Jiu Jitsu Esportivo de Mato Grosso, Paulo César Venâncio.
Ainda de acordo com Venâncio, a 4º Etapa do Campeonato Estadual, realizada no início de novembro em Cuiabá, serviu como seletiva para o Campeonato Mundial. “Essa seletiva foi muito importante pois através dela os primeiros colocados garantiram a vagas para o Mundial e o direito a esses ônibus exclusivos para a equipe”.
A equipe Mato Grosso é composta por atletas de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Sorriso, Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Cáceres, Alto Garças, Barra do Garças, São José do Rio Claro, Jaciara, Juscimeira, Alta Floresta, Rondonópolis, Primavera do Leste, Tangará da Serra, Água Boa, Juína, Diamantino, Sapezal, Ouro Branco, Diamantino, Comodoro, São José dos Quatro Marcos, Tesouro e Itiquira.
Além de premiações individuais por atleta, o Campeonato Mundial Jiu Jitsu Esportivo inclui pontuação por equipe.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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