Há quase um mês, o Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande está promovendo a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens com deficiência por meio do esporte. O programa de iniciação esportiva paralímpica, que teve início no dia 20 de março, conta com suporte financeiro da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O Centro atende atualmente cerca de 90 crianças e jovens, na faixa etária de 08 a 17 anos, com deficiência física, deficiência intelectual leve, paralisia cerebral, deficiência visual total e baixa visão. O atendimento envolve práticas das modalidades paralímpicas de goalball, atletismo, judô, badminton, bocha e natação.
“Logo no cadastro, realizamos com os pais uma anamnese de avaliação clínica e nível de vivência esportiva. A partir da análise, dividimos as crianças nas diferentes práticas esportivas de acordo com o perfil e nível aptidão física”, explica o coordenador do Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande, Altemir Trapp.
As atividades ocorrem segunda a sexta-feira, das 08h às 11h e das 14h às 17h, na quadra do Ginásio do Fiotão e, no caso da natação, no Metha Clube, que fica em frente à Prefeitura da Várzea Grande. As inscrições para novos participantes seguem abertas a moradores de Várzea Grande e municípios vizinhos.
Para o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves, o esporte é uma ferramenta que pode transformar a vida dos jovens com deficiência.
“Somos gratos à Prefeitura de Várzea Grande por buscar usar tão bem essa ferramenta, com atendimento de crianças e jovens em sete modalidades paralímpicas, contando com pessoas capacitadas e com muita vontade de fazer acontecer. É uma iniciativa que o Governo de Mato Grosso e a Secel sentem muito orgulho em serem parceiros”, destacou.
A iniciativa
O Centro de Referência é uma iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que visa aproveitar espaços esportivos em todos os estados do país para oferecer modalidades do esporte paralímpico desde a iniciação até o alto rendimento.
Com a perspectiva de propiciar e incentivar pessoas com deficiência a praticar os esportes paralímpicos, o projeto envolve metodologias de atendimento adequadas, que respeitem a idade cronológica e biológica, além das limitações da deficiência.
A contribuição da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer para a criação e manutenção do Centro de Referência Paralímpico foi feito por meio de convênio com a Prefeitura Municipal de Várzea Grande. Além deste, que é o segundo do Estado, o outro centro paralímpico fica em Cáceres, no campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realiza, nesta quarta e quinta-feira (20 e 21.5), das 7h30 às 17h30, o seminário “Violências: Reconhecer, Acolher e Agir em Rede”, com o objetivo de fortalecer a atuação intersetorial e a qualificação da rede de atenção às vítimas de violência. O evento conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
O seminário deve reunir cerca de 300 participantes, entre profissionais da saúde, educação, assistência social, segurança pública, sistema judiciário e gestores públicos, no Hotel Fazenda Mato Grosso, nesta quarta-feira, e no Mato Grosso Palace Hotel, nesta quinta.
“A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria com a qualificação permanente dos profissionais da rede pública e com o fortalecimento das ações de prevenção, vigilância e enfrentamento às violências no Estado, por meio da atuação integrada entre os diversos setores e instituições envolvidas na proteção da população”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Dias, o seminário busca sensibilizar e mobilizar os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população para aprimorar as ações de identificação, acolhimento, notificação e encaminhamento de casos de violência.
“O seminário também visa ampliar a integração entre saúde, assistência social, educação, segurança pública e justiça para garantir uma atuação mais eficiente e humanizada em situações de vulnerabilidade. É uma importante estratégia para interromper os ciclos de violência, promover cuidado integral e assegurar atendimento adequado às vítimas, especialmente diante da complexidade dos casos de violência registrados nos serviços públicos”, explicou.
A programação inclui palestras, capacitações técnicas e estudos de casos práticos conduzidos por especialistas do Ministério da Saúde, além da participação de representantes de diversas instituições com atuação direta na temática e das equipes técnicas das vigilâncias epidemiológicas estadual e municipal.
Entre os temas debatidos estão os impactos das violências na sociedade, violência autoprovocada e comportamento suicida, escuta protegida de crianças e adolescentes, acolhimento em diferentes ciclos de vida e a importância da notificação compulsória dos casos de violência no Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento também promoverá a capacitação dos participantes para o preenchimento correto das fichas de Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ferramenta fundamental para o monitoramento dos casos.
No segundo dia, os participantes acompanharão estudos de casos práticos envolvendo abuso infantil, violência doméstica, negligência contra idosos e automutilação, com discussões sobre riscos, fluxos de encaminhamento e estratégias de cuidado em rede.
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