A Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT) está arrecadando óleo de cozinha usado para transformar em sabão biodegradável. As doações podem ser entregues na sede da instituição por qualquer pessoa interessada em contribuir com a campanha que visa, além da reciclagem, proteger o meio ambiente.
Inicialmente, o sabão vai ser usado na limpeza do prédio da PGE, mas, dependendo de quanto for arrecadado, a produção pode ser doada.
“Um material que seria descartado, prejudicando o meio ambiente, é transformado em sabão por um custo muito baixo e pode representar uma economia ao poder público, ou seja, é muito vantajoso e sustentável”, afirmou a diretora da PGE, Soraya Queiroz Salvador, que mobilizou a campanha e está dando o curso sobre fabricação de sabão para servidores do órgão que participam da ação.
O óleo de cozinha, se descartado incorretamente, no ralo da pia, por exemplo, contamina as águas dos rios e o solo, e 1 litro de óleo dispensado irregularmente pode contaminar 25 litros de água. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), cada brasileiro consome, em média, 10 litros de óleo por ano.
Para fazer a doação à campanha da PGE, basta armazenar o óleo em garrafas PET limpa e seca. A dica é deixar o óleo esfriar antes de guardá-lo e não misturar com nenhum outro produto, nem mesmo água.
A sede da PGE-MT fica na Avenida República do Líbano, nº 2258, no Bairro Despraiado, em Cuiabá.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
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