O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), auxiliou na recuperação de 146 veículos, incluindo motocicletas, automóveis e caminhonetes, em 12 meses. A ação resultou em um prejuízo de R$ 7,7 milhões para facções criminosas envolvidos com roubos e furtos de veículos. Os dados são referentes ao período entre janeiro e dezembro de 2024.
Ainda de acordo com dados do programa, entre janeiro e fevereiro de 2025, mais 31 veículos foram recuperados com o auxílio das câmeras de monitoramento, representando um prejuízo adicional de R$ 1,3 milhão ao crime.
Os veículos identificados pelo Vigia Mais MT foram apreendidos em Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios do interior que aderiram ao programa e que contam em seu sistema de monitoramento câmeras equipadas com tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR).
O superintendente do CIOSP, tenente-coronel PM Wangles dos Santos Lino, explicou que, após o registro da queixa, informações como placa, cor e modelo do veículo são inseridas no sistema do programa, permitindo que o veículo seja identificado e monitorado até sua localização.
“Esse modelo de câmera possui tecnologia avançada capaz de fazer a leitura de placas. Após a identificação de veículo com queixa, a ocorrência é encaminhada à equipe policial mais próxima. A partir daí começamos a monitorar o veículo até a apreensão”, afirmou Lino.
Segundo a superintendência do CIOSP, responsável pela gestão do programa, 126 municípios já aderiram à iniciativa, e mais de 11 mil câmeras foram distribuídas. Ao todo, foram adquiridas 15 mil câmeras, incluindo modelos OCR, Speed Dome e fixas, que estão disponíveis para os 142 municípios do estado.
Lançado em março de 2023 pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Segurança Pública Coronel PM César Roveri, o programa Vigia Mais MT tem como objetivo a redução de até 40% nos índices de criminalidade nos municípios participantes.
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
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