Mato Grosso

Câmeras do Vigia Mais auxiliam na prisão de 55 foragidos da Justiça em Mato Grosso

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Com o auxílio de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), 55 foragidos da Justiça foram presos pelas forças de segurança entre abril de 2024 até o dia 18 de junho deste ano.

As câmeras de reconhecimento facial estão ligadas à Plataforma de Observação Elevada (POE), um centro de monitoramento móvel utilizado para reforçar o esquema de segurança durante eventos com grande concentração de pessoas.

As operações com este tipo de tecnologia iniciaram durante jogos na Arena Pantanal e a partir daí passaram a ser usadas no centro de monitoramento móvel em grandes eventos e exposições na Baixada Cuiabana e no interior do Estado.

Além disso, foram instaladas câmeras em ruas e avenidas, que também estão ajudando na identificação de foragidos da Justiça.

O superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), tenente-coronel PM Wangles dos Santos Lino, explicou que as câmeras de reconhecimento facial estão tendo um papel importantíssimo para retirar de circulação criminosos foragidos da Justiça.

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“As câmeras estão interligadas ao banco de dados nacional de foragidos da Justiça. Ao identificar um procurado, a câmera envia uma notificação aos operadores do Ciosp, que por sua vez acionam uma equipe policial mais próxima de onde foi feita a identificação para proceder com a prisão”, detalhou o superintendente.

De acordo com o secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Fernando Augustinho, o programa Vigia Mais MT é um projeto inovador que vem gerando resultados positivos como redução de índices criminais e prisões de foragidos da justiça.

“Estamos empenhados na implementação de novas câmeras com reconhecimento facial, atendendo a pedido do Governador Mauro Mendes. Tecnologias que vão auxiliar na retirada de criminosos das ruas e prevenir crimes”, destacou.

“Esse projeto foi pensado na população de bem e tem apenas um objetivo que é oferecer ao cidadão um Estado cada vez mais seguro, dando a ele a garantia de segurança e paz”, complementou.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena padrasto por tentar matar enteado de 10 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Tapurah (390 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (21), D.P.N. a 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o filho de sua então companheira, uma criança de 10 anos de idade. A condenação foi decidida pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a materialidade e a autoria do crime. O crime ocorreu em dezembro de 2024, no município de Itanhangá. Conforme apurado durante a instrução processual, o acusado atacou a vítima com um canivete ao final de um dia marcado por episódios de agressividade contra familiares. A criança sobreviveu porque a ação foi interrompida por pessoas que estavam no local e intervieram para conter o agressor.Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra menor de 14 anos. Também foi aplicada a causa de aumento de pena prevista para crimes cometidos contra descendente, ascendente, irmão, cônjuge, companheiro ou pessoa com quem o autor mantenha vínculo familiar, em razão da relação de padrasto e enteado entre o réu e a vítima.Na sentença, a presidente do Tribunal do Júri, juíza Patrícia Bedin, destacou a elevada reprovabilidade da conduta e as graves consequências sofridas pela criança. Segundo a decisão, a vítima sofreu um corte profundo de aproximadamente 15 centímetros na região do tórax e da axila, lesão que exigiu atendimento hospitalar de urgência e deixou sequelas físicas visíveis, além de impactos emocionais permanentes.Ao fixar a pena, a magistrada também considerou desfavoráveis circunstâncias como os antecedentes criminais do réu e sua personalidade voltada à prática de violência doméstica. A sentença registra que testemunhas relataram histórico de comportamentos agressivos em relacionamentos anteriores, inclusive contra ex-companheiras e filhos delas. A decisão ressalta ainda que a execução do crime esteve próxima da consumação. Conforme consta na sentença, o acusado desferiu um golpe de canivete direcionado ao pescoço da criança, que tentou se defender e acabou atingida no tórax direito. O ataque somente não resultou em morte devido à intervenção imediata de familiares e ao rápido socorro médico prestado à vítima. Violência vicária – o caso também evidenciou uma modalidade de violência doméstica conhecida como violência vicária, caracterizada pela utilização dos filhos como instrumento para atingir emocionalmente a mãe. Durante o processo, ficou demonstrado que o ataque à criança tinha como motivação central causar sofrimento à genitora da vítima, circunstância que fundamentou o reconhecimento do motivo torpe pelo Conselho de Sentença.Para o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a condenação representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de casos de violência praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.“O Ministério Público de Mato Grosso reafirma seu compromisso permanente no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a criança e o adolescente, atuando de forma articulada com as forças de segurança, o Poder Judiciário e a rede de proteção para garantir resposta rápida, apuração rigorosa e responsabilização de agressores nesses casos”, afirmou.O réu permanecia preso preventivamente durante a tramitação da ação penal e teve a custódia mantida após a condenação.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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