Mato Grosso

Bombeiros usam água e enterram fardos de algodão para conter incêndio

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de quinta-feira (16.10), um incêndio que atingiu fardos de algodão armazenados em uma fazenda nas proximidades da rodovia MT-130, em Primavera do Leste (a 234 km de Cuiabá). Os militares precisaram utilizar uma técnica pouco convencional, de abafamento com terra, além do uso de água, para evitar que as chamas se alastrassem.

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 20h30 pelo proprietário da fazenda, que relatou que um raio atingiu uma árvore e, em seguida, as chamas se espalharam até os fardos de algodão.

Devido à alta inflamabilidade do algodão, o fogo se propagou rapidamente e os próprios funcionários iniciaram os primeiros esforços para controlar as chamas. Ao chegarem ao local, os bombeiros militares encontraram cerca de 50 trabalhadores atuando no combate, com apoio de três pás carregadeiras, três caminhões-pipa e uma retroescavadeira.

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Para evitar que o fogo se alastrasse, os bombeiros utilizaram técnicas de combate direto com água e recorreram ao enterramento dos fardos como forma de abafamento das chamas. Foi utilizado uma viatura Auto Tanque, com capacidade para mais de 20 mil litros de água, para resfriar os fardos enquanto as máquinas da fazenda os deslocavam para uma vala aberta na propriedade.

A medida teve como foco eliminar totalmente os focos de calor e evitar que o incêndio atingisse os demais fardos nas proximidades. A operação conseguiu preservar mais de 4 mil fardos de algodão armazenados na fazenda. Ninguém ficou ferido.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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