Mato Grosso

Bombeiros resgatam duas vítimas de acidente com fios de alta tensão; uma foi a óbito

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou duas vítimas de acidentes com choque elétrico na manhã desta quarta-feira (28.08). As ocorrências foram registradas no Centro de Sorriso (a 398,1 km de Cuiabá), e no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Em ambos os casos, as vítimas realizavam serviços próximos a fios energizados e não usavam equipamentos de segurança.

Em Sorriso, a equipe da 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar (10ª CIBM) foi acionada para atender a um acidente envolvendo um pintor de 25 anos, que sofreu um choque elétrico enquanto realizava a pintura no telhado de zinco de um barracão de uma borracharia.

Segundo testemunhas, o pintor teria sofrido o choque elétrico após encostar-se em uma fiação de alta tensão na parte superior do barracão. O impacto fez com que ele caísse sobre o telhado de zinco. Ele ficou com múltiplos ferimentos.

Ao chegar ao local, os bombeiros confirmaram que o telhado não estava energizado, o que permitiu o início imediato dos procedimentos de resgate. Inicialmente, foi feito um acesso rápido para evitar a queda da vítima, que estava desorientada e agitada.

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Em seguida, foi estabelecido um sistema de ancoragem para garantir a segurança da vítima durante o resgate. Utilizando uma maca envelope (sked), os bombeiros militares conseguiram descer a vítima do telhado e prestaram os primeiros-socorros para conter os sangramentos e estabilizar o jovem. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso.

Segunda ocorrência

Em Várzea Grande, a equipe do 2º Batalhão Bombeiro Militar (2º BBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após uma testemunha informar que um homem, contratado para cortar uma árvore, sofreu um choque elétrico enquanto realizava o serviço.

De acordo com a testemunha, o homem não teria percebido a fiação energizada que estava entre os galhos da árvore e entrou em contato com os fios. O choque elétrico resultou em um grave acidente.

No local, os bombeiros militares constataram que a vítima estava em uma escada, em cima da árvore, e aparentava inconsciência, já que não respondia aos chamados.

Os funcionários da concessionária de energia foram acionados para interromper o fornecimento elétrico e possibilitar aos militares realizarem a remoção da vítima.

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Após o procedimento, a vítima foi resgatada pelos bombeiros e, já em solo, foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito no próprio local. A Polícia Militar, a Polícia Civil, a Politec e o IML também foram acionadas para essa ocorrência.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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