Mato Grosso

Bombeiras superam desafios e conquistam espaço como condutoras de viaturas de emergência

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Há cerca de 24 anos, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) recebia sua primeira turma de mulheres, marcando o início de uma nova era na corporação. Desde então, a presença feminina tem crescido e as mulheres conquistado seu espaço em um ambiente historicamente dominado por homens.

Ao longo das décadas, elas têm demonstrado que são capazes de enfrentar os mesmos desafios e alcançar os mesmos resultados com dedicação e competência. Neste sábado (08.3), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, as militares destacam o orgulho de atuar na corporação, especialmente aquelas que têm rompido estereótipos e superado barreiras para se tornarem condutoras de viaturas de emergência.

Atualmente, nove mulheres atuam como condutoras. O número pode parecer pequeno, mas elas demonstram agilidade e capacidade técnica para conduzir veículos que vão desde a Unidade de Resgate (UR), semelhante a uma ambulância, até o Auto Tanque (AT), que possui capacidade para 30 mil litros de água, similar a um caminhão-pipa.

A soldado BM Tatiely Biondo, uma das condutoras do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (4º BBM), em Sinop, relembra sua experiência como condutora há aproximadamente sete anos, quando começou dirigindo uma viatura do tipo Auto Rápido (AR), uma caminhonete utilizada em operações.

Mas a viatura era pequena demais para o sonho de Biondo. Por isso, ela modificou sua carteira nacional de habilitação e agora está apta a conduzir as viaturas Auto Bomba Tanque (ABT) e Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), que são os caminhões fundamentais no combate a incêndios, além da AT e da UR.

“Para mim, é uma realização imensa. Desde que entrei na corporação, sempre quis ser condutora. Dediquei-me a isso e, graças a Deus, hoje sou condutora e tenho muito orgulho disso. No início, durante o curso de formação, admirava quem conduzia as viaturas. Lembro-me de ter perguntado a militares mais antigos se havia alguma mulher condutora no CBMMT, e rapidamente me disseram que não, que mulher não podia conduzir viaturas e que trabalhavam apenas no administrativo”, recorda Biondo.

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Mas essa realidade ficou no passado. Hoje, o efetivo feminino no CBMMT não se limita a desempenhar funções administrativas ou de apoio. Pelo contrário, a corporação incentiva todos os militares a se capacitarem, incluindo aqueles que desejam assumir a função de condutor. A própria corporação se tornou responsável pelo pagamento das taxas decorrentes dos processos de mudança de categoria, manutenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos condutores de viaturas operacionais.

Para a soldado, essa é uma oportunidade para que outras mulheres também aprendam e superem os receios de ocupar um papel tão importante no dia a dia do serviço operacional. “Vejo que hoje somos inspiração para muitas outras mulheres e crianças, para que trilhem os mesmos passos ou realizem um sonho de infância que lhes foi negado apenas por serem mulheres. É imensamente prazeroso e honroso poder ser e fazer o que realmente queremos dentro e fora da corporação”, disse.

A 2ª sargento BM Vanessa Rosa Pereira Souza, que também é condutora e atua na 12ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (CIBM), em Colíder, lembra que se tornou condutora pela necessidade imposta no quartel, de mais bombeiros militares nessa área. O que inicialmente era uma atividade para auxiliar os colegas se tornou uma área que ela passou a admirar.

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“Decidi trocar minha habilitação para a categoria D para poder auxiliar no quartel, que estava precisando muito de um condutor. Acabei gostando muito de conduzir, principalmente o ABT. Hoje, vejo isso como uma realização: sou condutora de todas as viaturas que estão no quartel atualmente”, disse.

Conforme a sargento, tornar-se condutora foi uma oportunidade de abrir novas portas para que outras mulheres pudessem seguir os mesmos passos dentro da corporação. “Acredito que abrimos um caminho significativo. Antigamente, eram apenas homens; hoje, temos uma paridade. Hoje podemos nos igualar, sem indiferenças”, afirmou.

Uma das condutoras de viaturas de emergência no 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM), em Sorriso, a 3ª sargento BM Daiane da Rocha Ribeiro, reforça que as mulheres estão aptas para todos os tipos de trabalho, desde que tenham a formação e o preparo adequados, que têm sido disponibilizados pelo CBMMT a todos os interessados.

“Existem vários desafios. Muitas vezes, precisamos provar nossa capacidade, principalmente ao lidar com caminhões de incêndio, que são viaturas grandes. Infelizmente, ainda há quem duvide da competência das mulheres para algumas funções. Mas é essa descrença que me motiva a mostrar que podemos desempenhar essa função com excelência e profissionalismo”, encerrou.

Além da condução de viaturas, as mulheres do Corpo de Bombeiros Militar atuam em várias outras áreas, como no combate a incêndios, resgates em situações de risco, atendimento pré-hospitalar, operações de busca e salvamento, e também desempenham funções administrativas e de liderança. Elas têm se destacado em todos os setores, comprovando seu papel essencial no funcionamento da corporação.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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