Mato Grosso

Auditores fiscais do ES conhecem processos inovadores desenvolvidos pela Sefaz-MT

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) recebeu a visita de quatro auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Espírito Santo (ES), interessados em conhecer os processos de auditoria contábil e financeira, implementados pelo fisco mato-grossense, no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCD). Reconhecida como referência entre os fiscos estaduais, a metodologia desenvolvida pela Sefaz-MT tem obtido excelentes resultados no combate à sonegação fiscal no estado.

Os encontros foram promovidos entre os dias 27 e 29 de fevereiro e contou com a participação de servidores da Sefaz-MT de outras áreas, além da auditoria contábil, como a de fiscalização e do contencioso administrativo tributário. Além do reconhecimento, a vinda dos auditores fiscais do Espírito Santo reforça a parceria e favorece a troca de experiências e informações entre as instituições.


Auditores Fiscais da Receita Estadual do ES – Crédito: João Vaz/Sefaz-MT

O secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz-MT, Vinícius Simioni, participou da agenda realizada nesta quinta-feira (29), último dia da visita, e afirmou que esse compartilhamento entre os fiscos estaduais fortalece cada vez mais o trabalho das secretarias de Fazenda, trazendo mais eficiência para as atividades de fiscalização tributária.

“Existe um movimento contínuo entre os fiscos que permite identificar as necessidades e compartilhar as experiências exitosas com todas as secretarias de Fazenda e isso gera um ganho de eficiência para todos os estados. Hoje a Sefaz-ES está buscando nossa expertise na auditoria contábil e financeira do ITCD, mas nós também buscamos informações importantes em outros estados, inclusive lá no Espírito Santo para ações de fiscalização no trânsito. Então essa é uma troca contínua”, disse Simioni.

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A auditora fiscal Thaynara Klafke explicou que a equipe da Receita Estadual do ES teve conhecimento do trabalho realizado pela Sefaz MT a partir de um workshop promovido pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (ENCAT) em 2023.

“A gente teve acesso à apresentação deles [servidores da Sefaz MT) em um workshop no Encat. Foi o primeiro Fisco que a gente viu que realizou um trabalho nesse sentido e nos interessamos pelo assunto. A gente percebeu que eles estavam fazendo um trabalho muito bom e resolveu entrar em contato para ver se eles podiam prestar esse auxílio para a gente”, afirmou a auditora.

Para o superintendente de Fiscalização, José Carlos Bezerra, o destaque que a Sefaz tem tido entre as secretarias de Fazenda demonstra que Mato Grosso está no caminho certo.

“Essa visita dos fiscais e técnicos do Espírito Santo muito nos engrandece porque ela acaba colocando a gente numa vitrine nacional, além de demonstrar que Mato Grosso está no caminho certo. E isso é resultado de muito esforço e empenho da nossa unidade especializada porque, a partir do trabalho deles, conseguimos mostrar que essa parte mais técnica, mais especializada, com o uso da escrituração contábil para a fiscalização do ITCD, traz bons resultados”, pontuou o superintendente.

A auditoria contábil e financeira desenvolvida pela Sefaz-MT para o ITCD consiste na análise minuciosa de documentos e dados para verificar a conformidade das informações fiscais e financeiras do contribuinte. Esse trabalho é essencial para garantir o cumprimento das obrigações fiscais e tributárias e, também, para combater a evasão fiscal.

Durante a visita, a equipe da Coordenadoria de Auditoria Contábil e Financeira (CACF) apresentou casos práticos e detalhou como é o procedimento, desde a escolha das empresas a serem auditadas até a análise de processos no contencioso administrativo tributário.

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“Explicamos para eles todo o estudo que fazemos, separação de malha, quais empresas serão fiscalizadas, qual o objeto da fiscalização, modelos de relatório fiscal, como a gente intima o contribuinte. Fizemos uma abordagem mais prática para que eles possam implementar lá no estado deles”, explicou o coordenador da CACF, Wagner Rodrigues.

Após conhecer os processos, técnicas e números obtidos por Mato Grosso, a subgerente Fiscal de Grandes Contribuintes e Gestão de Auditorias, Layse Tavares, afirmou que a Secretaria de Fazenda do Espírito Santo vai implementar procedimentos de auditoria contábil com foco no ITCD. Atualmente, eles desenvolvem um trabalho de auditoria apenas no âmbito do ICMS.

“Viemos pegar conhecimento para a gente passar a fazer auditoria contábil com foco no ITCMD [como é chamando no ES] agora. Para gente foi muito proveitoso porque eles mostraram casos práticos e o processo do início ao final, e acho que vamos conseguir implantar bastantes conceitos que eles passaram. Já conseguimos planejar um pouco como que vai ser lá nossa adaptação. Vai ter que ter uma adaptação, mas vai ser bem produtivo”, disse Layse.

Além das duas auditoras, também estavam na comitiva do Espírito Santo os auditores fiscais Lucas da Silva Bellumat e Letícia Barbosa Viana Lima. Pelas Sefaz MT acompanharam a visita a chefe da unidade do Contencioso Administrativo Tributário (UCAT), Maria Célia Pereira, os servidores da Coordenadoria de Auditoria Contábil e Financeira, Ney Novaes e Gilberto Gomes, além de outros servidores que também atuam tanto na UCAT, quanto na CACF.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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