Mato Grosso

Assistência do Governo de MT garante R$ 214 milhões em crédito rural a agricultores familiares

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) fechou o ano de 2023 com R$ 214 milhões em recursos liberados de crédito rural a partir da elaboração e aprovação de 2.124 projetos pelo Banco do Brasil e outras instituições financeiras. O recurso foi aplicado na estruturação das propriedades rurais ou em aquisições de maquinários e insumos.

Desse montante, a Empaer arrecadou mais de R$ 1,7 milhão com a elaboração de limite de crédito para atualização cadastral, elaboração e contratação de propostas de crédito rural.

Entre os beneficiados está a família do produtor de leite Jovande de Arruda Brandão, que vive no município de Nossa Senhora do Livramento (a 42 km de Cuiabá) e um dos precursores do Assentamento Estrela do Oriente no início dos anos 2000. Ainda à época, começou a ser acompanhado pela equipe técnica da Empaer do escritório local.

Jovande lembra que todo maquinário do sítio Nossa Senhora Auxiliadora foi adquirido com crédito rural. “Sem a Empaer dando as orientações necessárias, construindo o projeto, somado à assistência técnica, não teria a estrutura que temos hoje que nos ajuda sobreviver com o que produzimos. Esses maquinários vieram para auxiliar e facilitar a lida diária na propriedade que exige muita dedicação e esforço físico”, declarou.

A última aquisição de Jovande foi uma desensiladeira no valor de R$ de R$ 172 mil. O equipamento, segundo ele, é essencial para ajudar na silagem da criação reduzindo o trabalho manual e o tempo de serviço.

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Seguindo na mesma linha do pai, Jovane Sebastião Moura Brandão, 29 anos, também está feliz com a aquisição de um trator. Ele e a esposa, Gabriele Campos Curado Brandão, tiveram recentemente os gêmeos Maitê e Matheo e a otimização do trabalho agrícola seria o principal motivo da aquisição.

“Ser pais de gêmeos é maravilhoso, mas o custo dobra e junto da minha esposa entendemos que precisávamos investir em maquinário para ajudar no dia a dia. O investimento foi de R$ 276 mil, parte dele pelo crédito rural e a outra, fiz um empréstimo pessoal. Agora é trabalhar e honrar o compromisso. Como meu pai é uma referência em aquisições vou seguir seu caminho e logo já pensamos em adquirir mais um maquinário para ajudar na propriedade”, destacou Jovane.

O técnico da Empaer e especialista em crédito Rural, Mariano Batista de Campo, explicou que, dos projetos elaborados, 969 propostas foram pelo portal do Banco do Brasil no valor de mais de R$ 92 milhões e os restante que somados deram 755 propostas foram via outras instituições financeiras no valor de aproximadamente R$ 121 milhões.

“O bom crédito precisa ter uma boa assistência técnica e extensão rural. Por isso, a Empaer é uma parceira importante para fazer com o que o crédito tenha um projeto de produção que alcance os resultados previstos pelo agricultor familiar”, disse.

Mariano destacou ainda as emissões do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que fechou em 6 mil sendo boa parte delas para acesso ao crédito rural. “Esse documento dá acesso a todos os agricultores e empreendedores familiares rurais, às políticas públicas direcionadas ao segmento”.

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O presidente da Empaer Renaldo Loffi visitou a família Brandão, conheceu a propriedade e todos os investimentos realizados para gerar renda e dar qualidade de vida aos moradores. “Estou encantado em ver a sucessão familiar e toda estrutura de investimento para fomentar à produção agrícola familiar. Com a criação, estão produzindo 800 litros de leite por dia o que dá uma renda boa e garante retorno do investimento. Uma ótima referência para os produtores da região”, pontuou.

Sobre o crédito rural

Para acessar as linhas de crédito, é necessário que o agricultor familiar se enquadre nos critérios do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Para isso, é preciso estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que é a porta de entrada do agricultor familiar às políticas públicas de incentivo à produção e à geração de renda.

Para acessar uma linha de crédito do Pronaf, é necessário ter o CAF ou a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar de Aptidão (DAP) ativa, uma vez que elas possuem informações que darão segurança jurídica para as transações de financiamento.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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