Mato Grosso

Aluna de Escola Técnica Estadual desenvolve cápsula biodegradável para auxiliar pequenos agricultores

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A estudante Keli Daiane da Silva Dias, de 30 anos, da Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra, desenvolveu uma cápsula biodegradável, com ação bioinseticida e adubo natural, para fortalecer a atuação dos pequenos produtores da região. O trabalho foi exposto na 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, realizada no último dia 16 de outubro.

Em 2022, quando Keli representou a Escola Técnica Estadual na 2° Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, realizada em Brasília, oprojeto já havia chamado atenção. Na ocasião, a pesquisadora conquistou o terceiro lugar na premiação, ao lado de trabalhos de Institutos e Universidades Federais. Entretanto, a caminhada de Keli no universo da pesquisa começou distante dos espaços acadêmicos.

A ideia de criar a cápsula surgiu quando a pesquisadora trabalhava limpando residências e observou a quantidade de resíduos orgânicos desperdiçados ao longo do dia. Conciliando o trabalho e o estudo, Keli aliou o problema percebido nas residências com a necessidade de desenvolver uma pesquisa para participar da Mostra Científicas da ETE.

“Eu cheguei em casa à noite, depois do horário da escola, e comecei a pesquisar os benefícios da casca da laranja e do alho para a agricultura. Então fiz uma lista enorme das coisas que eram viáveis ou não. No outro dia de manhã cedo, eu cheguei (na escola) e falei que iria focar naquilo ali. Disse que queria levar esse trabalho para o meu projeto, e assim eu fiz”, contou Keli.

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O projeto ganhou o apoio da professora Francilene Cardoso Fortes, que percebeu o potencial de crescimento da ideia. A partir das pesquisas, Keli criou a cápsula biodegradável, o que a levou a conquistar o terceiro lugar na categoria inovação na Mostra promovida na ETE.

Com a conquista, a pesquisa passou a ganhar apoio de pequenos agricultores da região, que também abriram as portas para que o produto fosse testado. Segundo Keli, a coragem e a confiança no seu próprio trabalho fizeram com que ela chegasse até os primeiros produtores para realizar os testes.

“Peguei meu projeto e fui até um produtor com a cara e a coragem. Perguntei se ele me daria um canteiro, nem que fosse o pior dele, para que eu fizesse o teste de um produto que estava estudando. Ele me forneceu esse canteiro e depois de 3 dias me disse que realmente havia combatido a lagarta e as folhas novas estavam brotando com uma coloração diferente”, explicou a pesquisadora.

Naquele momento, a cápsula contava com 17 ingredientes. Atualmente, o produto conta com 10 elementos para atender demandas de custo-benefício dos produtores. A ação passou a apoiar pequenos produtores dando a destinação correta aos resíduos orgânicos.

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“Tem vez que chegam diretamente a mim e tem vezes que chegam pela professora ou diretora. Geralmente pedem para eu dar uma passada na horta porque alguém indicou o produto. E eu vou feliz da vida. Fazemos o teste e, se der certo, eu forneço a consultoria”, disse a pesquisadora sobre os comentários positivos que tem recebido.

Com o avanço da pesquisa, Keli passou a contar com uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemat) e deixou de realizar serviços de limpeza, podendo se dedicar integralmente ao desenvolvimento do produto. Animada, ela conrou que os testes se tornaram parte da sua rotina,

“Me dão uma ideia, eu vou lá e testo. E assim eu vou chegando em resultados que são surpreendentes. E os incentivos dos professores e da bolsa de pesquisa ajudaram bastante”, relatou.

Atualmente o projeto também foi contemplado pelo edital Inova Amazônia, promovido pelo Sebrae. Com o novo apoio, a estudante pretende seguir desenvolvendo e testando novas fórmulas para atender as necessidades da produção agrícola de Mato Grosso.

*Com colaboração de Gabriel Vieira

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT confirma duas nascentes em empreendimento imobiliário

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Uma vistoria técnica realizada nesta quarta-feira (30) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Água para o Futuro, identificou duas nascentes intermitentes na região do Sucuri, em Cuiabá. A inspeção foi realizada após questionamentos apresentados por um empreendedor imobiliário sobre nascentes apontadas em estudos técnicos desenvolvidos pelo projeto.

A equipe técnica do projeto Água para o Futuro passou a manhã no local realizando testes de campo, análises do solo e registros por imagens aéreas, procedimentos que reafirmaram a existência de duas nascentes na área vistoriada. O trabalho teve como objetivo esclarecer dúvidas e assegurar que a delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) seja fundamentada em critérios científicos e evidências técnicas.

Segundo o procurador de Justiça Gerson Natalício Barbosa, coordenador do projeto Água para o Futuro, a inspeção reforça a confiabilidade dos levantamentos já realizados. “Foi possível identificar claramente os dois canais formados pelas nascentes, confirmando o levantamento técnico realizado anteriormente pelo projeto. Estamos realizando um trabalho conjunto para esclarecer as dúvidas existentes, buscando sempre a verdade dos fatos e a preservação do que efetivamente deve ser protegido”, destacou.

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De acordo com o procurador de Justiça, no local existe um lago formado a partir de um barramento realizado há décadas. Atualmente, ele está integrado ao ecossistema local e abriga diversas espécies da fauna da região.

O coordenador técnico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes, explicou que a vistoria integra o trabalho contínuo de identificação e delimitação das APPs em áreas sujeitas à expansão urbana. “Nosso objetivo é chegar antes da ocupação e definir com precisão quais áreas devem ser protegidas. Isso garante segurança técnica aos empreendimentos e, ao mesmo tempo, contribui para a preservação dos recursos hídricos da cidade”, afirmou.

Desde o início das atividades do projeto em Cuiabá, aproximadamente 3 mil pontos com potencial para ocorrência de nascentes foram mapeados. Após análises técnicas e vistorias de campo, 295 nascentes já foram confirmadas. Em 2026, outros 517 pontos deverão passar por vistorias técnicas e processos de caracterização realizados pela equipe do projeto.

Desenvolvido pelo MPMT em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o projeto Água para o Futuro busca fortalecer a segurança hídrica da população por meio da identificação, preservação, monitoramento e recuperação de nascentes em áreas urbanas e periurbanas. A iniciativa utiliza ferramentas como georreferenciamento, sensoriamento remoto, imagens de satélite e levantamentos de campo para subsidiar o planejamento urbano e a formulação de políticas públicas voltadas à proteção dos recursos hídricos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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