Mato Grosso

Ação integrada entre Polícias Civis de MT e Pará culmina na prisão de homem investigado por estupro em Colíder

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Uma investigação desencadeada pela Polícia Civil de Mato Grosso culminou na prisão de um homem, de 40 anos, já condenado por estupro e investigado por outro caso, registrado em 28 de janeiro de 2026, na cidade de Colíder (MT).

A prisão foi realizada, nesta quinta-feira (5.2), pela Polícia Civil do Pará, na cidade de Novo Progresso (PA), após troca de informações entre as duas forças de segurança.

Conforme levantado pela investigação, pela forma de agir, há suspeitas de que possa haver mais vítimas, além das que foram alvos dos ataques nos dois crimes já praticados. “Durante as investigações, conseguimos ligar o caso atual com o de Sinop, ocorrido dez anos atrás, pelo qual ele já havia sido condenado e estava cumprindo a execução da pena. E, pela forma de agir, acreditamos que ele possa ter feito mais vítimas nesse lapso de tempo”, disse o delegado responsável pela investigação em Colíder, Adan Marx Ximenes Coelho.

De acordo com o delegado, a prisão preventiva do investigado já foi decretada. Após a prisão, ele deverá ser ouvido em audiência de custódia no Pará, devendo ser recambiado para a cidade de Colíder, local do último crime praticado por ele.

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Do crime em Colíder

A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu informações de um estupro praticado na zona rural de Colíder, em 28 de janeiro de 2026, contra uma mulher.

Conforme relato da vítima, o criminoso aguardou o marido dela sair de casa para invadir o imóvel. Na ocasião, ela teria sido ameaçada pelo suspeito com uma faca, que anunciou um assalto, amarrou a vítima e, em seguida, praticou o estupro.

Com o registro do fato, a Polícia Civil de Colíder iniciou diligências investigativas com o intuito de identificar e prender o criminoso. No decorrer da investigação, os policiais conseguiram levantar a identidade do investigado, que já possuía condenação por estupro na cidade de Sinop, no ano de 2016, com o mesmo modus operandi.

“Ele atuava como pedreiro, em 2016, e usou dessa atividade para escolher e monitorar a vítima””, explicou o delegado Adan Marx Ximenes Coelho.

Após a identificação do suspeito, os policiais constataram que ele havia fugido para o Pará.

Com base nessas informações, foi solicitado apoio à Polícia Civil do Pará, que conseguiu efetivar a prisão nesta quinta-feira (5).

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Do crime em Sinop

A Polícia Civil de Mato Grosso foi informada sobre um caso de estupro seguido de roubo ocorrido no município de Sinop, no dia 6 de setembro de 2016, tendo como vítima uma mulher

Conforme relato da vítima, o criminoso invadiu sua residência encapuzado e, munido de uma faca, ameaçou a vítima, amarrou seus braços e a estuprou. Na ocasião, o criminoso também subtraiu cerca de R$ 500 da vítima.

Diante dos fatos, foram iniciadas diligências com o objetivo de identificar e prender o suspeito, que foi detido 20 dias após o cometimento do crime.

Ele chegou a ser condenado pelos crimes praticados e cumpria a execução da pena, quando cometeu o segundo crime, sendo preso após ampla investigação desencadeada pela Delegacia de Colíder, município onde ocorreu o caso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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