Mato Grosso

1ª Corrida SES Pela Saúde reúne cerca de 2 mil pessoas em Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou, no fim da tarde deste sábado (21.3), a 1ª Corrida SES Pela Saúde. O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas para as corridas infantil e adulto, além de ofertar serviços como imunização, doação de sangue, cadastro para doadores de medula óssea e conscientização sobre a doação de órgãos.

“A primeira edição da Corrida SES pela Saúde é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde, do Governo de Mato Grosso, e é uma forma de nós interagirmos com a população, dando mais atenção à saúde de toda a nossa população ao também oportunizar serviços de saúde. Essa é a primeira, mas ela vem para ficar no calendário”, destaca o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

A concentração para a corrida foi no pátio da SES, com serviços de saúde, recreação infantil e show. Para crianças, o percurso foi de 60 metros. Já para os adultos, o percurso único foi de 5 quilômetros.

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Os inscritos receberam um kit composto de sacochila, camiseta, garrafa de água, lanterna de cabeça e pulseira sinalizadora.

Durante o evento, também foram disponibilizados mais de 10 imunizantes para os cidadãos: antitetânica, tríplice viral, hepatite B, febre amarela, HPV, meningite acwy, pentavalente, pneumo 10, rotavirus, hepatite A, DTPA para gestante e VSR para gestante.

“Nós proporcionamos à população do estado um espaço com saúde e lazer, juntando as duas coisas. Esta corrida é também pela saúde, porque a gente está aqui pela imunização, pela doação de transplantes, pela doação de sangue e medula óssea”, acrescentou a superintendente de Vigilância à Saúde da SES, Alessandra Moraes.

Wellington dos Santos, de 39 anos, conquistou o 1º lugar na categoria geral masculino e elogiou a organização do evento.

“Eu gostei, foi uma corrida desafiadora. Estou feliz porque eu não esperava esse resultado. Eu me cobrei e cumpri com o que estava previsto, então estou feliz com o resultado. E agradeço a todos pela organização da corrida, foi uma ótima prova”, avalia.

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Saúde em foco

Em meio à alegria de quem ía correr, foi possível presenciar a solidariedade de voluntários que foram ao evento apenas para doar sangue.

Foi o caso de Daniel Nogueira, que aproveitou a oportunidade para doar vida.

“Doar sangue, pra mim, é muito importante, não pensando só em mim, mas também no próximo. E aí um evento como esse, onde você pode vacinar, doar sangue, é muito importante pra nós, é um evento que tá de parabéns. Isso instiga a sociedade também a colaborar com esse movimento”, disse.

Já Ricardo Ramos levou os filhos para correr na modalidade infantil e já recebeu algumas doses de vacina. “Eu vim trazer meus filhos para a corrida e automaticamente já vim vacinar, porque eu achei importante essa ação da Secretaria e fiquei contente por isso”, avaliou.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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