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Inter e Remo empatam no Mangueirão e seguem sem vencer no Brasileirão

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A quarta rodada do Campeonato Brasileiro reservou mais um capítulo de frustração para Internacional e Remo. Em duelo realizado no Mangueirão na noite desta quarta-feira, as equipes ficaram no 1 a 1 e mantiveram a incômoda escrita de ainda não venceram na competição. Alan Patrick abriu o placar para o Colorado logo aos quatro minutos, mas Leonel Picco deixou tudo igual aos 14, em resposta imediata do time paraense.

O resultado pouco alivia a situação de ambos na tabela. O Inter continua dentro da zona de rebaixamento, agora na 18ª posição, com dois pontos. O Remo, por sua vez, aparece uma colocação acima, na 16ª, com três pontos somados — mas ainda sem saber o que é vencer no torneio.

Primeiro tempo

O jogo começou em ritmo acelerado, e o Internacional mostrou suas garras logo aos dois minutos. Borré roubou a bola no campo de ataque e arriscou de longa distância, obrigando Rangel a fazer a primeira defesa da noite. O gol era questão de tempo, e ele veio aos quatro: Vitinho cruzou na medida para Alan Patrick, que invadiu a área e bateu rasteiro de canhota, sem chances para o goleiro remista.

A resposta do Remo foi imediata e contundente. Aos 14 minutos, João Pedro soltou o pé de fora da área, Rochet fez defesa parcial, mas soltou o rebote. Leonel Picco, atento, apareceu para completar para as redes e deixar tudo igual no placar.

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O Colorado sentiu o golpe e tentou retomar a dianteira. Aos 28, Carbonero cruzou na segunda trave, Mercado ganhou no alto, mas cabeceou por cima. Oito minutos depois, foi a vez de Vitinho levantar na área e Borré testar com força, exigindo bela intervenção de Rangel. Aos 40, Rochet respondeu com defesa difícil em chute de longe de Vitor Bueno, mantendo a igualdade até o intervalo.

Segundo tempo de chances perdidas e trave no fim

A etapa final foi menos movimentada, mas não menos intensa. Aos 15 minutos, Carbonero arrancou pela esquerda e bateu de fora da área, com a bola passando rente à trave. O Remo respondeu aos 34, quando Alef Manga venceu no alto após cruzamento na segunda trave e testou para o gol, mas Rochet voltou a brilhar.

Nos minutos finais, o jogo ganhou emoção. Aos 38, Jajá arriscou de longe e a bola raspou o travessão colorada, assustando a torcida gaúcha presente em Belém. No último lance da partida, aos 49 minutos, Bernabei aproveitou sobra na entrada da área e acertou um chutaço que explodiu na trave. Foi o grito de gol preso na garganta dos mais de 30 mil torcedores que lotaram o Mangueirão.

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Próximos desafios

As equipes agora se preparam para a quinta rodada do Brasileirão. O Remo recebe o Juventude no sábado (1º), às 18h30, no Mangueirão. Já o Internacional encara o Grêmio no domingo (2), às 16h, no Beira-Rio, em mais um clássico Gre-Nal que promete pegar fogo. Para o Colorado, a pressão por uma vitória que tire o time do Z4 só aumenta.

FICHA TÉCNICA

REMO 1 x 1 INTERNACIONAL

 Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Mangueirão
Data: 25 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Cartões Amarelos: Leonel Picco, Patrick de Paula, Zé Welison e Carlinhos (Remo); Mercado (Internacional)
Cartões vermelhos: Nenhum

Arbitragem

  • Árbitro: Bruno Arleu de Araujo
  • Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira e Thiago Henrique Neto Correa Farinha
  • VAR: Thiago Duarte Peixoto

 Gols

  •  Alan Patrick, aos 4′ do 1ºT (Internacional)
  •  Leonel Picco, aos 14′ do 1ºT (Remo)

 Remo

Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Andrade e Kayky (Cufré); Patrick de Paula, Picco (Zé Welison) e Vitor Bueno (Jajá); Marcelinho (Zé Ricardo), Alef Manga e João Pedro (Pikachu)
Técnico: Juan Carlos Osorio

 Internacional

Rochet; Braian Aguirre, Mercado, Félix Torres e Bernabei; Bruno Gomes (Ronaldo), Paulinho e Alan Patrick (Alan Rodríguez); Vitinho (Kayky), Carbonero (Allex) e Borré (Alerrandro)
Técnico: Paulo Pezzolano


Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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