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Brasil empata com Uruguai em casa e termina 2024 sob vaias da torcida

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A Seleção Brasileira encerrou o ano de 2024 com um empate amargo e sob vaias da torcida na Arena Fonte Nova. Nesta terça-feira, o Brasil ficou no 1 a 1 com o Uruguai pela 12ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Valverde abriu o placar para os visitantes, e Gerson empatou para os donos da casa.

Com o resultado, a equipe comandada por Dorival Júnior caiu para a quinta colocação, com 18 pontos, seis a mais que a Venezuela, primeira equipe fora da zona de classificação. A Celeste, por sua vez, se manteve na vice-liderança, com 20 pontos, três a menos que a Argentina.

A Seleção Brasileira volta a campo apenas em março de 2025, pela próxima Data FIFA. Os confrontos serão contra a Colômbia, em casa, e Argentina, fora, pelas Eliminatórias. O Uruguai, por sua vez, recebe a Argentina e visita a Bolívia. A Conmebol ainda não divulgou a tabela detalhada.

O jogo

No primeiro tempo, com o apoio da torcida, o Brasil dominou a posse de bola, mas encontrou dificuldades para penetrar na defesa uruguaia. Apesar de trocar muitos passes na entrada da área, as finalizações foram escassas. Vinicius Júnior teve a melhor chance logo aos dois minutos, chutando forte após passe de Gerson, mas a bola saiu à esquerda do gol de Rochet. O Uruguai respondeu aos 20 minutos com Pellistri, que desperdiçou boa oportunidade dentro da área. Nos acréscimos, Igor Jesus cabeceou após escanteio de Raphinha, mas Rochet fez boa defesa.

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Na segunda etapa, o Brasil voltou mais agressivo. Savinho e Vinicius Júnior levaram perigo logo no início. No entanto, aos nove minutos, Valverde recebeu na entrada da área, puxou para o meio e finalizou com precisão, abrindo o placar para o Uruguai. A vantagem uruguaia durou pouco. Aos 16, após boa troca de passes e cruzamento de Raphinha, Gerson aproveitou a sobra e empatou o jogo com um belo voleio. O Brasil pressionou em busca da virada, com Martinelli e Vinicius Júnior criando boas oportunidades, mas Rochet e a defesa uruguaia impediram a reação brasileira. Mesmo com cinco atacantes em campo na reta final, o Brasil não conseguiu furar o bloqueio uruguaio e a partida terminou empatada, sob as vaias da torcida insatisfeita com o desempenho da Seleção.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 X 1 URUGUAI

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 19/11/2024
Hora: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Cartões amarelos: Raphinha, Paquetá, Gabriel Magalhães (Brasil); Ugarte, Varela (Uruguai)
GOLS: Gerson, aos 16′ do 2ºT (Brasil); Valverde, aos 9′ do 2ºT (Uruguai)

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BRASIL: Ederson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner (Gabriel Martinelli); Bruno Guimarães (André), Gerson (Paquetá) e Raphinha; Vini Jr., Igor Jesus (Luiz Henrique) e Savinho (Estêvão). Técnico: Dorival Júnior

URUGUAI: Rochet; Varela, Giménez, Olivera e Saracchi; Valverde, Ugarte e Betancur; Pellistri (Puma Rodríguez), Darwin Nuñez (Aguirre) e Araújo (Cristian Olivera). Técnico: Marcelo Bielsa

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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