ECONOMIA

O que falta para o Banco Central reduzir os juros no Brasil?

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Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência no Senado
Lula Marques/ Agência Brasil – 27/04/2023

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência no Senado

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (3) manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% , patamar em que se encontra desde agosto do ano passado.

Em seu comunicado, o Copom afirmou que permanecem fatores de risco para a inflação, e citou três:

  • uma maior persistência das pressões inflacionárias globais;
  • uma incerteza sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional;
  • uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos.

Na prática, o que falta para o Banco Central reduzir a Selic, assim como vem pressionando o governo?

Para Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, o principal fator para a queda dos juros segue sendo a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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“Obviamente existem um conjunto de fatores que dão base para as decisões do comitê, mas é bem verdade que o IPCA segue sendo o principal indicador. Os dois números bons dos últimos dados de inflação trouxeram ânimo para o mercado, mas nesse momento eles ainda são insuficientes para que a gente possa fazer qualquer tipo de afirmação em termos de afrouxamento monetário”, avalia o especialista.

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Quando o Copom cita a inflação, porém, o comitê pensa também nas projeções de mercado e na meta a ser perseguida, e não apenas dos índices oficiais. Para 2023, a meta é de inflação a 3,25% ao ano, taxa que é considerada cumprida se ficar dentro de uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,75% ao ano e 4,75% ao ano.

De acordo com o boletim Focus divulgado nesta semana pelo BC , o mercado espera que o Brasil feche o ano com inflação a 6,05% ao ano, valor que ultrapassa a meta. Essa expectativa já foi elevada cinco vezes seguidas.

“Este corte [na taxa de juros] dificilmente virá já na próxima reunião, já que dificilmente as expectativas de inflação estarão ancoradas nas metas até lá, como deseja o BC”, avalia Adriana Dupita, economista-chefe para Brasil e Argentina na Bloomberg Economics.

A economista avalia, porém, que o comunicado do Copom deu “pelo menos dois sinais de que um corte de juros está no horizonte: o reconhecimento de que a nova regra fiscal mitigou parcialmente os riscos fiscais, e a projeção de uma inflação abaixo da meta em 2024 caso os juros sigam no nível atual até lá”.

André Meirelles, diretor de Alocação e Distribuição da InvestSmart XP, afirma que é importante se atentar também ao fato do Copom ter enfatizado que não existe relação mecânica entre o novo arcabouço fiscal e a convergência da inflação, como já havia afirmando anteriormente o presidente do BC, Roberto Campos Neto .

“Ou seja, a publicação do arcabouço sem queda nas expectativas de inflação não deve ser suficiente para reduzir a taxa Selic de maneira sustentável”, avalia o especialista.

Para o mercado, as expectativas são de que a próxima reunião do Copom, que acontece em junho, mantenha a taxa em 13,75% ao ano. O início dos cortes devem acontecer apenas a partir de setembro. De acordo com o boletim Focus, a Selic deve fechar 2023 em 12,5% ao ano.

Fonte: Economia

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Torra inaugura 2ª loja em MT e leva conceito de shopping para a rua em Cuiabá

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A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.
A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.

A Lojas Torra segue avançando em Mato Grosso e inaugurou nesta sexta-feira (15) sua nova unidade na tradicional Rua 13 de Junho, no Centro de Cuiabá. A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.

Reconhecida nacionalmente como “A Moda do Preço Baixo”, a Torra aposta em variedade, preços acessíveis e uma experiência de compra moderna e acolhedora. A nova unidade marca também a chegada do conceito de loja de rua com tecnologia de checkout, sistema de autoatendimento que oferece mais praticidade, rapidez e autonomia aos consumidores — modelo ainda inédito no Centro da capital.

A inauguração movimentou a região central desde as primeiras horas do dia, atraindo consumidores em busca das promoções especiais de lançamento. Entre os destaques, clientes puderam parcelar compras em até 10 vezes fixas, com a última parcela saindo de graça, além de garantir 10% de desconto no valor total da primeira compra realizada com o cartão da loja.

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A cliente Juliana Martins esteve na inauguração e aproveitou as condições especiais para antecipar compras do Dia dos Namorados. “Achei a loja muito moderna, organizada e com preços realmente acessíveis. O autoatendimento agiliza bastante e as promoções chamaram muito a atenção. Valeu a pena vir logo no primeiro dia”, afirmou.

Fundada há 33 anos no Brás, em São Paulo, a Lojas Torra soma atualmente mais de 90 lojas espalhadas por 17 estados brasileiros, além de operação no e-commerce e aplicativo próprio.

A nova unidade foi planejada para oferecer qualidade no atendimento, conforto, praticidade e um mix completo de produtos para toda a família, fortalecendo ainda mais a conexão da marca com o público mato-grossense.

“A Torra reafirma seu compromisso em democratizar a moda e tornar o consumo acessível, acompanhando as transformações do mercado sem abrir mão de suas raízes populares”, destacou o gerente da unidade de Cuiabá, Antônio Angelo de Andrade Neto.

Segundo ele, a expectativa é de que a inauguração fortaleça o comércio da região central e atraia consumidores em busca de novidades e ofertas especiais para datas importantes do varejo, como o Dia dos Namorados.

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“Mais do que promoções, queremos oferecer tendências da moda com preços acessíveis e uma experiência diferenciada de compra”, completou.

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