Cuiabá

Michelly Alencar alerta para aumento de casos de envenenamento e cobra regulação de substâncias e atenção à saúde mental

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Débora Inácio – Assessoria da vereadora Michelly Alencar
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para fazer um alerta sobre o aumento expressivo de casos de envenenamento no Brasil, envolvendo não apenas crianças, mas também adolescentes e adultos.
A parlamentar ressaltou a gravidade do cenário, especialmente após o encerramento da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.&nbsp
“Falamos muito sobre os abusos que essas crianças sofrem, geralmente cometidos por pessoas conhecidas, e muitas vezes essas vítimas são atraídas por promessas, doces, chocolates ou presentes. Agora, nos deparamos com um cenário ainda mais preocupante: crianças, adolescentes e até adultos sendo envenenados deliberadamente”, afirmou Michelly.
A vereadora citou casos recentes que chocaram o país, como o de um empresário envenenado pela parceira e o de uma adolescente de 16 anos que morreu após ingerir substância tóxica oferecida por uma colega de 17 anos — a mesma que já havia tentado envenenar outra amiga anteriormente. Michelly também criticou a venda indiscriminada de substâncias perigosas pela internet.&nbsp
“Pesquisando os índices de envenenamento no Brasil, me deparei com números altíssimos. É preciso discutir a venda indiscriminada de substâncias perigosas, como o arsênio. Essa substância pode ser comprada facilmente pela internet, sem qualquer controle, sem exigência de cadastro, de finalidade ou de autorização”, alertou.
Outro ponto de preocupação, segundo a vereadora, é a ausência de identificação nas entregas destinadas a crianças e adolescentes.&nbsp
“Precisamos regulamentar que toda entrega tenha identificação clara do remetente. Não é aceitável que um adolescente ou criança receba um produto sem saber de quem veio. Isso coloca vidas em risco”, frisou.
Michelly também defendeu investimentos urgentes em saúde mental, com foco no público jovem.&nbsp
“Este é o segundo caso apenas neste ano em que um adolescente tira a vida de outro por ciúmes. Onde está a estrutura de atendimento psicológico e psiquiátrico para nossos adolescentes? Muitos estão em sofrimento, em filas enormes por atendimento. Isso precisa mudar”, cobrou.
Por fim, a vereadora pediu que pais e responsáveis redobrem os cuidados e orientem os filhos sobre os perigos de aceitar alimentos ou presentes de pessoas desconhecidas.&nbsp
“Precisamos proteger nossas crianças e adolescentes. A Câmara deve discutir urgentemente a regulação da venda de substâncias tóxicas e a criação de políticas públicas de saúde mental mais efetivas”, concluiu.
Dados preocupantes
Entre janeiro de 2012 e dezembro de 2023, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/DATASUS) registrou 1.660.427 casos de intoxicação exógena no Brasil. Somente em 2023, foram 216.647 notificações — o maior número da série histórica.
A maioria dos casos atingiu mulheres (58%), com 964.153 registros, enquanto os homens somaram 696.274 ocorrências (42%).
A faixa etária mais afetada foi a de 20 a 39 anos (710.114 casos), seguida por pessoas entre 40 e 59 anos (315.680) e adolescentes de 15 a 19 anos (238.746).
Ao todo, 14.328 pessoas morreram por intoxicação nesse período. O número de óbitos e de casos com sequelas reforça, segundo a vereadora, a urgência de ações de prevenção, controle na comercialização de substâncias tóxicas e fortalecimento das políticas públicas de saúde mental.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).

De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.

Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.

Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.

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O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.

As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.

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O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.

Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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