Cuiabá

Diretor da Síntese acusa empresa de fazer mesmo esquema da ‘Máfia de Órteses e Próteses’

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O advogado e membro da diretoria da empresa Síntese Comercial Hospitalar Frederico Aurélio Bispo fez diversas denúncias graves durante a reunião da Comissão de Saúde nessa quinta-feira (11.05), na Câmara de Cuiabá, alegando que a Meditrauma faz mesmo esquema apontado na Comissão Parlamentar de Inquérito da ‘Máfia das Órteses e Próteses’, em 2015. Apontando que é comum o direcionamento inadequado de cirurgias, ou seja, alteração de procedimentos cirúrgicos como forma de lucrar mais.
Frederico foi convidado pelo vereador Luís Claudio (PP) para falar na tribuna livre da sessão ordinária dessa quinta, na qual apresentou documentos referentes à suspensão sumária dos contratos com a Secretaria de Estado de Saúde. Posteriormente, os documentos foram entregues aos membros da Comissão de Saúde Wilson Quero Quero (PL), Sargento Vidal (MDB) e Renivaldo Nascimento (PSDB).
Durante a reunião, o vereador Sargento Vidal o questionou se era comum o direcionamento de uso de material inadequado nos procedimentos cirúrgicos como forma de obter maior lucro.
“Essa questão de eles venderem o material de cirurgia, não poderia acontecer de uma pessoa estar numa cirurgia simples e eles optarem por deixar mais complicada para ganhar mais? Essa é a primeira pergunta e a segunda, após o senhor sair da sessão, o vereador fez umas denúncias até grave. Eu gostaria que o senhor voltasse nesse episódio e confirmasse realmente o que foi falado ali ou ele mentiu? Ele prevaricou naquilo ali ou ele pode ter achado o que era aquilo? Como foi? O que surgiu sobre aquela fala do vereador após a sua saída?”, questionou.
O diretor confirmou que pode haver sim esse direcionamento, pois é o médico quem determina qual material que será utilizado e se há necessidade de seu uso. Lembrando do caso da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da máfia das órteses e próteses que apontou que médicos recebiam propina de empresas para vender materiais cirúrgicos e próteses a pacientes, muitas vezes sem necessidade.
“Se a gente lembrar, a própria CPI das órteses e próteses, eram médicos que tinham conluio com empresas, médicos que recebiam propina pra poder dizer: ‘olha, tem que colocar cinco estandes no peito de alguém ou usar um material e tal’ e às vezes era desnecessário, porque ele ganhava comissão em cima daquilo que ele vendia. É o que a Meditrauma faz, ela indica, faz a cirurgia e vende o material. Como o vereador muito bem pontuou, já não entrando na questão tributária em si, mas o que ela faz é exatamente isso, ela tem a fé pública dada pelo Estado pra dizer: ‘não, esse paciente pode ser fio. Não, esse paciente pode ser prótese. Não, esse paciente pode ser prótese tabela SUS. Não, esse aqui tem que ser uma prótese feita na NASA que custa $50 mil’”, explicou o diretor.
Ainda respondendo o questionamento do parlamentar, Frederico destacou que o vereador Luiz Fernando foi leviano durante a sua fala na tribuna durante a sessão ordinária, faltando com a verdade ao fazer afirmações gravíssimas quando disse que a Síntese forneceu para a gestão Emanuel Pinheiro (MDB) ilizarov, que é um material ortopédico, por $4,9 mil.
“Eu preciso muitíssimo que ele me prove com a nota fiscal se nós vendemos sequer um ilizarov que pela tabela SUS o nome é fixador circular e semicircular. Nesse valor que ele falou também que nós vendemos fio de kirschner a $25 sendo que a tabela SUS é $13 e ele disse essa empresa Meditrauma vende por $13. Foi quando eu questionei pro senhor: como é que ele sabe? Qual é a ligação dele com a empresa Meditrauma? Qual o interesse dele nessa defesa efusiva da Meditrauma? Entendeu? Então assim, ele mentiu, ele faltou com a verdade e ele falou ‘ah, porque vocês são processados desde 2014’, eu queria que ele mostrasse qual é o processo, porque a Síntese, eu gostaria de deixar isso muito claro, nunca. Eu me emociono em trabalhar na empresa, em trabalhar com doutor Orlandir Cardoso que é um homem de 72 anos, íntegro, honesto que veio pobre do interior de Goiás e hoje é um grande empresário como eu já disse o maior do Brasil, um dos maiores do mundo e eu vi uma acusação como aquela, porque naquele momento, e eu me emociono de dizer de verdade, naquele momento que ele estava ali na Câmara – ao mesmo tempo foi uma mistura de tristeza porque vê-lo numa situação daquelas, porque afinal, ele é o maior fornecedor do país, mas ao mesmo tempo me deu orgulho de poder ouvi-lo e lá estava eu quando ele pode dar uma aula de honestidade, de serenidade, de competência”, disse ele.&nbsp
Frederico pontuou que o vereador precisa provar, mostrando quais são os processos que a empresa recebeu conforme falou na tribuna. Para ele, o parlamentar está sendo hipócrita por convidá-lo para a Comissão da Saúde e o mesmo não comparecer.
“Para mim parece estar cristalino a hipocrisia, o oportunismo, a política barata que ele fez hoje de manhã, porque ao final da minha fala na tribuna, ele usou o microfone para solicitar pro senhor a minha vinda a Comissão da Saúde e covardemente ele não vem aqui, então eu não entendi a ação dele de solicitar a minha vinda aqui. Para a vossa excelência eu posso adjetivar como hipócrita, como oportunista, como politiqueira de uma pessoa que eu acredito que deveria estar aqui, afinal, ele é médico ortopedista que é do material específico que estamos debatendo”, analisou.

Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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