Cuiabá

Comissão dos Direitos da Mulher recebe gerente de acolhimento da Casa de Amparo

Publicado em

09/05/2025
Comissão dos Direitos da Mulher recebe gerente de acolhimento da Casa de Amparo
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
As vereadoras Maria Avalone (PSDB) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) receberam a assistente social da Prefeitura de Cuiabá e gerente de acolhimento da Casa de Amparo, Fabiana Soares, durante a reunião da Comissão dos Direitos da Mulher, nesta sexta-feira (9). O encontro teve como objetivo conhecer melhor a estrutura da Casa de Amparo, saber dados sobre as mulheres acolhidas no local e procurar meios para ajudar.&nbsp
Fabiana explicou que, quando foi criada, em 2002, a Casa de Amparo acolhia mulheres em situação de vulnerabilidade e seus filhos, além de vítimas de violência doméstica. As coisas mudaram em 2009, com a criação da política do Conselho Nacional de Assistência Social. No entanto, a profissional relata que a reformulação da Casa, para atendimento somente de mulheres em risco iminente de morte, aconteceu apenas em 2019.
&nbsp“De 2019 até hoje, nós já atendemos mais de 1300 mulheres e mais de 2000 crianças. Porque a mulher nunca vem só. Isso são mulheres que estão correndo risco iminente de morte, fora as que atendemos ainda em situação de vulnerabilidade, que passam pelo Conselho, pelo CRAS e não têm onde ficar”, pontuou Fabiana.
A assistente social falou ainda sobre a importância de tratar do assunto neste momento próximo ao Dia das Mães, pois, segundo ela, a educação em relação às mulheres começa em casa.
Maria Avalone questionou sobre o tempo em que as mulheres permanecem na Casa de Amparo. Fabiana prontamente esclareceu que, pela lei, o tempo estipulado é de 120 dias, mas que é necessário entender que o tempo não é determinado apenas pela lei, mas sim pela necessidade da vítima.
A vereadora Baixinha Giraldelli aproveitou a oportunidade para questionar também sobre o que a Casa de Amparo faz para proporcionar meios de subsistência para as mulheres que, muitas vezes, são impedidas por seus parceiros de trabalhar, logo, não têm como se sustentar ou sustentar os filhos.&nbsp
Fabiana explicou que a Casa de Amparo trabalha com projetos de formação para mulheres, como costura, cozinha, artesanato, entre outros. A assistente social esclareceu também que, no local, é atualizado o cadastro social das mulheres para que elas possam receber auxílio financeiro do Estado e o Bolsa Família.&nbsp
Por fim, a vereadora Maria Avalone reafirmou o compromisso da Comissão com o trabalho de desenvolvimento de políticas públicas que deem suporte às mulheres na capital.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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