Cuiabá

Câmara de Cuiabá destaca importância de prevenção e o diagnósticos precoces

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Vinicius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 

O mês de março é marcado por três campanhas de conscientização voltadas à saúde da mulher: o Março Lilás, de combate ao câncer de colo do útero; o Março Azul Marinho, que alerta para o câncer colorretal, e o Março Amarelo, dedicado à conscientização sobre a endometriose. Essas ações têm ocupado cada vez mais espaço na Câmara Municipal de Cuiabá, por meio de leis, debates, audiências públicas e ações de conscientização.  
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero está entre os tipos mais incidentes entre mulheres no Brasil, mas pode ser prevenido por meio da vacinação contra o HPV e da realização periódica do exame preventivo (Papanicolau). Já o câncer colorretal, foco do Março Azul Marinho, também apresenta altas taxas de incidência e tem maiores chances de cura quando identificado precocemente. A endometriose, tema do Março Amarelo, embora não seja um câncer, é uma doença inflamatória crônica que pode causar dores intensas, infertilidade e complicações graves. 
Um diagnóstico que quase custou a vida
A professora Kamila Marmo da Silva Albuquerque, de 28 anos, conhece de perto os impactos da endometriose. Em 2017, após enfrentar duas gestações ectópicas e hemorragias graves, recebeu o diagnóstico definitivo da doença durante uma cirurgia realizada no Hospital Júlio Müller.
Segundo ela, os sintomas começaram ainda na adolescência, com ciclos menstruais intensos, dores severas e episódios de febre. Apesar das queixas, os exames convencionais não apontavam alterações. “O diagnóstico demorou anos para ser fechado. Só foi confirmado durante a cirurgia, quando já havia comprometimento das trompas”, relata.
Na segunda gestação ectópica, Kamila sofreu uma hemorragia intensa, precisou de transfusão de sangue e passou por uma salpingectomia, procedimento que removeu a trompa direita. A doença havia migrado e causado danos também na trompa esquerda, tornando a gestação natural improvável naquele momento.
O tratamento incluiu acompanhamento médico contínuo e controle hormonal. Mesmo após tentativas de fertilização in vitro sem sucesso, ela conseguiu engravidar naturalmente depois de tratar a endometriose. “É fundamental investigar dores intensas e persistentes. Não é normal sentir dor incapacitante todos os meses”, alerta.
A importância de insistir na investigação
A história da administradora Mirleny Fernanda, de 40 anos, reforça o papel do diagnóstico precoce no enfrentamento do câncer de colo do útero. Há cerca de dez anos, mesmo realizando o exame preventivo anualmente, ela passou por um episódio de dor intensa e sangramento. Após uma primeira avaliação que indicava normalidade, decidiu buscar uma segunda opinião.
Foi então que, após nova biópsia, recebeu o diagnóstico de câncer maligno. “Bateu o desespero. Eu fazia meus exames todo ano. Como poderia estar com câncer ? ”, relembra.
Mirleny passou por sessões de radioterapia e quimioterapia e, diante da progressão da doença, optou pela retirada do útero e das trompas, permanecendo apenas com um ovário para manutenção hormonal. Na época, tinha 22 anos e já era mãe de dois filhos. “Não é fácil. O tratamento é doloroso física e emocionalmente. Mas buscar ajuda e não desistir faz toda a diferença” , afirma.
Hoje, ela realiza acompanhamento anual e defende que as mulheres mantenham os exames em dia. “A saúde pública evoluiu muito. Temos mais acesso e informação. Precisamos aproveitar isso e cuidar de nós mesmas”.
Leis municipais reforçam a conscientização e o papel do Legislativo cuiabano
A Câmara Municipal de Cuiabá reforça essas campanhas por meio de legislações aprovadas pelo Poder Legislativo e sancionadas pelo Executivo.
A Lei nº 6.679/2021 institui o Dia Municipal de Informação e Conscientização sobre a Endometriose, celebrado em 13 de março e incluído no calendário oficial da cidade, com o objetivo de promover debates sobre assistência médica e reconhecer a doença como um problema de saúde pública.
Na mesma linha, a Lei nº 6.826/2022 autoriza a criação de um Programa de Prevenção à Endometriose na Rede Municipal de Educação, por meio de parcerias entre as secretarias de Educação e Saúde. A proposta prevê ações pedagógicas, palestras, simpósios e atividades voltadas ao diagnóstico precoce entre alunas da rede pública.
Já a Lei nº 7.046/2024 institui o “Janeiro Verde”, mês que também é dedicado à conscientização sobre o câncer do colo de útero, com a realização de atividades educativas, campanhas e parcerias com instituições públicas e sociedade civil para estimular o diagnóstico precoce.
No combate ao câncer colorretal, a Lei nº 6.869/2022 criou a Campanha de Conscientização sobre a doença e sobre a importância da colonoscopia para prevenção e diagnóstico precoce. A legislação prevê ações informativas, produção de materiais educativos e promoção de debates e audiências públicas sobre o tema.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Dra. Mara cobra transparência e pressiona revisão de tarifas no saneamento de Cuiabá

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Marcely Alves | Assessoria da vereadora Dra. Mara 
A vereadora Dra. Mara (Podemos) participou, na última sexta-feira (24), de uma reunião técnica na Câmara Municipal de Cuiabá e reforçou a cobrança por transparência e equilíbrio na revisão do contrato de saneamento da capital. 
O encontro contou com a presença da presidente da Casa, a vereadora Paula Calil (PL), além de representantes de órgãos e instituições ligadas ao setor.
Participaram da reunião a concessionária Águas Cuiabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a agência reguladora e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Niesa UFMT.
O foco do encontro foi a revisão ordinária do contrato com a Águas Cuiabá, com ênfase nas tarifas de água e esgoto um tema sensível que, segundo a parlamentar, exige respostas claras e medidas concretas.
Durante a reunião, Dra. Mara questionou critérios de cobrança, custos operacionais e a qualidade dos serviços prestados. Para ela, o debate não pode ficar restrito ao campo técnico e precisa refletir a realidade de quem paga a conta todos os meses.
“Não dá para tratar um serviço essencial com superficialidade. As tarifas pesam no bolso da população e precisam ser justificadas com transparência e responsabilidade. Quem paga a conta merece respeito,” afirmou.
A vereadora reforçou o papel do Legislativo no processo. 
“Fiscalizar não é opção, é obrigação. Nosso dever é acompanhar de perto, cobrar e garantir que o interesse da população esteja acima de qualquer contrato,” disse.
Para Dra. Mara, o momento exige mais do que discussões. 
“Não basta reunião, não basta discurso. A população quer resultado: serviço de qualidade e tarifas justas. Quem está na ponta não pode continuar pagando por falhas do sistema, “pontuou.
A presidente da Câmara, Paula Calil, também destacou a importância do debate institucional.
“A Câmara está cumprindo seu papel ao promover esse diálogo. É fundamental garantir transparência e equilíbrio em um tema que impacta diretamente a vida das pessoas,” afirmou.
Ao final, Dra. Mara reforçou que seguirá acompanhando o tema.
“Vamos continuar cobrando. Saneamento não é favor, é direito  e direito precisa ser respeitado,” concluiu.
As discussões devem subsidiar as próximas etapas da revisão contratual, que segue em análise com acompanhamento do Legislativo.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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