Tangará da Serra
Pesquisas realizadas no SUS de Tangará da Serra são apresentadas em congresso nacional de Odontologia
Publicado em
14 de setembro de 2026por
Da Redação
A assistência odontológica oferecida pela Prefeitura de Tangará da Serra ganhou projeção nacional durante a 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizada entre os dias 9 e 12 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
O município esteve representado por quatro pesquisas desenvolvidas a partir dos atendimentos realizados na rede pública municipal, especialmente no Laboratório Regional de Prótese Dentária (LRPD). Os trabalhos foram conduzidos por professores e estudantes de iniciação científica da Universidade de Cuiabá (UNIC Cuiabá), sob orientação dos professores Luiz Evaristo Ricci Volpato e Ueligton Francisco da Silva Cordeiro. Além de professor e pesquisador, Ueligton Cordeiro atua como coordenador de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra. Essa integração entre gestão pública, assistência e universidade possibilitou transformar os dados produzidos diariamente pelo serviço municipal em informações científicas capazes de contribuir para o planejamento da saúde bucal.
Um dos trabalhos apresentados foi “Impacto da saúde bucal na qualidade de vida e autopercepção após reabilitação protética no Sistema Único de Saúde”, desenvolvido pelo professor Ueligton Cordeiro como parte de sua pesquisa de mestrado em Ciências Odontológicas Integradas. O estudo acompanhou pacientes antes da reabilitação e dois meses após a instalação das próteses dentárias. Dos 156 participantes avaliados inicialmente, 119 concluíram as duas etapas da pesquisa.

Os resultados apontaram melhora significativa na qualidade de vida e na percepção dos pacientes sobre a própria saúde bucal. Foram avaliados aspectos como mastigação, fala, desconforto, limitações funcionais, convívio social e impactos psicológicos relacionados à perda dos dentes. Segundo Ueligton, os resultados ajudam a demonstrar que o alcance do serviço vai além da quantidade de próteses entregues. “A prótese dentária devolve funções importantes, como mastigar e falar, mas também influencia a autoestima, a segurança e o convívio social. A pesquisa permitiu demonstrar cientificamente parte dessa transformação observada no atendimento aos pacientes”, destacou.
Além da pesquisa sobre qualidade de vida, outros três trabalhos desenvolvidos pelo grupo da UNIC Cuiabá foram apresentados no evento. A pesquisadora Isabella Melo Larica Pereira apresentou o estudo “Evolução da satisfação após reabilitação com próteses dentárias no Sistema Único de Saúde”. A pesquisa acompanhou 145 pacientes e identificou aumento da média de satisfação de 5,35 antes do tratamento para 8,53 dois meses após a instalação das próteses.

A estudante de iniciação científica Fernanda Lanay da Silva apresentou o trabalho “Perfil e uso de próteses dentárias em usuários da Unidade Básica de Saúde de Tangará da Serra, Mato Grosso”. O levantamento analisou informações de 1.880 pacientes atendidos entre 2023 e 2026. Os dados mostraram elevada procura por próteses totais e parciais removíveis. Também foi identificada a presença de adultos mais jovens entre os usuários, indicando que as perdas dentárias não estão restritas à população idosa e reforçando a necessidade de ações preventivas ao longo da vida.

Já a estudante Ana Julia Coxev de Souza apresentou a pesquisa “Uso de prótese dentária entre idosos usuários do Sistema Único de Saúde em um município brasileiro de médio porte”. Nesse levantamento, foram analisadas informações de 1.180 idosos com idades entre 60 e 99 anos. Entre os participantes, 76,5% utilizavam prótese total superior, enquanto 51,7% utilizavam prótese total inferior. Os resultados demonstram a dimensão das perdas dentárias na população idosa e a importância da manutenção de uma política pública de reabilitação.

O Laboratório Regional de Prótese Dentária de Tangará da Serra faz parte da política municipal de ampliação do acesso à reabilitação bucal. Os pacientes são avaliados e encaminhados pelas unidades de saúde e recebem acompanhamento clínico durante as diferentes etapas do tratamento. A confecção das próteses é viabilizada pelo LRPD, que atua de forma integrada com as equipes municipais. O serviço contempla próteses totais e próteses parciais removíveis, destinadas principalmente a pessoas que não teriam condições de realizar o tratamento na rede particular.
Desde a ampliação do programa, em março de 2023, mais de 4 mil próteses dentárias já foram entregues a mais de 2 mil pacientes. Os atendimentos incluem os mutirões realizados aos sábados na USF Tangará II, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a demanda acumulada. Para a Secretaria Municipal de Saúde, os estudos apresentados na SBPqO demonstram a importância de avaliar não apenas a produção do serviço, mas também os resultados alcançados na vida das pessoas atendidas.

A apresentação dos quatro trabalhos representa um avanço na integração entre a Prefeitura de Tangará da Serra e a comunidade acadêmica. Os dados produzidos pelo serviço municipal possibilitam identificar o perfil da população, avaliar os resultados dos tratamentos e subsidiar decisões voltadas ao aperfeiçoamento da assistência odontológica. As pesquisas também proporcionam aos estudantes de iniciação científica contato com problemas reais de saúde pública e com a produção de conhecimento voltada às necessidades da população.
A participação na reunião da SBPqO colocou a experiência de Tangará da Serra em discussão com pesquisadores de diferentes regiões do país, ampliando a visibilidade do trabalho realizado pelo município na área de saúde bucal.Os estudos contaram, em diferentes projetos, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular (Funadesp).
Assessoria de Imprensa e Comunicação.
Fonte: Prefeitura Tangará da Serra
Tangará da Serra
Tangará da Serra sedia I Feira de Matemática Inclusiva de Mato Grosso e celebra protagonismo de alunos da Educação Especial
Published
3 dias agoon
11 de setembro de 2026By
Da Redação
Tangará da Serra sediou, nesta quarta-feira (9), a I Feira de Matemática Inclusiva do Estado de Mato Grosso (I FEMATI), iniciativa inédita que reuniu estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da Educação Especial para compartilhar experiências e práticas pedagógicas voltadas ao ensino da Matemática de forma acessível e inclusiva.

Realizada pela Prefeitura de Tangará da Serra, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Coordenação da Educação Especial e Inclusiva, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática nas Escolas (GEPEME/UNEMAT), a feira teve como lema “Matemática Inclusiva é Matemática para/com TODOS os Estudantes!”.
A primeira edição da FEMATI contou com 110 trabalhos em exposição, desenvolvidos por estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental, APAEs e Salas de Recursos Multifuncionais (AEE).
Participaram representantes de Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Porto Estrela, ampliando o intercâmbio de experiências e conhecimentos sobre Educação Matemática Inclusiva entre diferentes municípios mato-grossenses.
Durante a feira, os visitantes puderam conhecer atividades que utilizaram jogos matemáticos, materiais estruturados e adaptados, recursos visuais, tecnologias, experiências sensoriais e situações relacionadas ao cotidiano dos estudantes. As experiências apresentadas reforçaram a ideia de que diferentes estratégias podem ser utilizadas para superar barreiras e ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento matemático.
Educação com Amor, Inclusão e Valorização
Durante o evento, o prefeito Vander Masson destacou o compromisso do município em fortalecer a educação inclusiva e parabenizou a dedicação dos professores, gestores e famílias.
“Ver a alegria e a emoção nos olhos de cada aluno e professor ao apresentar esses trabalhos é a nossa maior satisfação. A Iª FEMATI mostra o enorme potencial dos nossos estudantes e reforça que, com carinho, dedicação e métodos adequados, não existem limites para o aprendizado”, declarou o prefeito.

Trabalhos foram divididos em quatro categorias
Para contemplar diferentes realidades educacionais, os trabalhos foram organizados em quatro categorias: Matemática Inclusiva na APAE, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Sala de Recursos Multifuncionais (AEE). A APAE concentrou 32 trabalhos; a Educação Infantil, 29; o Ensino Fundamental, 26; e as Salas de Recursos Multifuncionais, 23 projetos. A organização possibilitou apresentar experiências desenvolvidas em diferentes etapas e espaços educacionais, evidenciando a diversidade de estratégias utilizadas para favorecer a aprendizagem.
Comissão avaliadora teve participação de pesquisadores de quatro estados
Outro destaque da FEMATI foi a formação da Comissão Avaliadora, composta por 52 mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da UNEMAT, Campus de Barra do Bugres e profissionais de Goiás, Santa Catarina e Paraná. A comissão analisou aspectos como aprendizagem matemática, criatividade, relevância pedagógica, participação dos estudantes, inclusão e contribuição das experiências para a Educação Matemática Inclusiva.
Vinte trabalhos receberam Menção Honrosa
Como forma de reconhecimento, 20 dos 110 trabalhos apresentados receberam Certificado de Menção Honrosa, sendo cinco projetos selecionados em cada um dos quatro contextos formativos. A organização destacou que a premiação não estabelece uma hierarquia entre os trabalhos. Todos os projetos apresentados possuem importância pedagógica, formativa e social, representando experiências desenvolvidas por estudantes e profissionais da educação. Entre os critérios considerados para a seleção estiveram a articulação do conhecimento matemático, participação dos estudantes, inclusão, criatividade e relevância pedagógica.
Tangará da Serra teve seis trabalhos reconhecidos
O município de Tangará da Serra teve seis trabalhos selecionados para a Menção Honrosa, desenvolvidos em diferentes contextos educacionais: Sala de Recursos e AEE, Ensino Fundamental e APAE. Entre as experiências reconhecidas estão projetos envolvendo raciocínio lógico, aplicativos educacionais, investigação científica, horta sensorial, desenvolvimento do pensamento numérico, álbum de figurinhas e classificação de cores. As iniciativas demonstram a diversidade de estratégias utilizadas pelos profissionais da educação para trabalhar conceitos matemáticos de maneira acessível, envolvendo jogos, tecnologias, experiências sensoriais e situações concretas de aprendizagem.
Educação inclusiva como construção coletiva
Além dos resultados apresentados nos estandes, a I FEMATI valorizou o processo de construção das experiências. Os estudantes participaram como protagonistas, compartilhando seus conhecimentos com colegas, professores, pesquisadores, familiares e visitantes.
Cada trabalho representou o envolvimento conjunto de estudantes, professores, profissionais da Educação Especial, equipes gestoras e famílias.
A realização da primeira edição da FEMATI também fortaleceu a integração entre Educação Especial, Educação Básica, universidade, pesquisa e comunidade escolar. Ao reunir 110 trabalhos de sete municípios e uma comissão avaliadora formada por pesquisadores de diferentes estados, a feira criou um espaço de troca e circulação de conhecimentos. Mais do que um evento acadêmico, a I FEMATI cumpriu um importante papel social: elevar a autoestimadas crianças e jovens, reduzir preconceitos, quebrar barreiras sobre o potencial das pessoas com deficiência e integrar ainda mais as famílias e a comunidade ao ambiente escolar.
Para Tangará da Serra, sediar a primeira Feira de Matemática Inclusiva de Mato Grosso representa ainda o reconhecimento das iniciativas desenvolvidas no município em defesa de uma educação cada vez mais inclusiva. Mais do que apresentar projetos de Matemática, a FEMATI reforçou que a inclusão significa criar condições para que cada aluno possa participar, aprender, produzir conhecimento e ter suas potencialidades reconhecidas. Assim, a gestão, reafirma seu empenho contínuo em investir em iniciativas que promovam a equidade, a inclusão social e o desenvolvimento pleno de todos os seus estudantes.
TEXTO: Elisete Silva Santos
Videos e fotos: Assessoria de Imprensa e Comunicação e Marketing Digital
Fonte: Prefeitura Tangará da Serra
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