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Sorriso segue investindo além da obrigação em educação e saúde

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Dados foram apresentados durante audiência pública

No segundo quadrimestre deste ano, a Prefeitura de Sorriso investiu 24,37% da arrecadação de impostos em ações e serviços públicos de saúde, com um total de R$ 98.916.551,79. O montante supera em quase o dobro a exigência legal, que obriga a Prefeitura a destinar 15% da receita resultante de impostos para esta finalidade.

O dado foi apresentado na manhã desta terça-feira (16 de setembro), durante a audiência pública realizada pela Administração Municipal, via Secretaria de Fazenda (Semfaz), no Auditório Farroupilha do Centro de Eventos Ari José Riedi.

Durante o evento, que cumpre o que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, também foram detalhadas, item a item, todas as metas fiscais do Município no período de maio a agosto. Além do resultado acima da média em saúde, o Município também superou outras metas previstas em lei.

Na Educação, o artigo 212-A da Constituição Federal exige que 70% dos recursos obtidos junto ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) sejam destinados ao pagamento de profissionais da educação básica. Nestes meses, a aplicação de recursos para esta finalidade foi de 76,70%, perfazendo um total de R$ 86.322.839,10.

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Outro bom resultado é o rigoroso respeito ao limite de gastos com pessoal. Por lei, o Poder Executivo pode gastar até 54% com o pagamento de servidores. No último quadrimestre, a Prefeitura destinou 45,89% de seus recursos para esta finalidade.

Na oportunidade, também foi apresentada a projeção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026. Desde a pandemia, a Prefeitura implementou a prática da transmissão das audiências públicas pelo YouTube, o que amplia o acesso da população aos números. “A participação popular é fundamental para a formatação das políticas públicas e para a fiscalização do trabalho realizado, por isso, ampliamos o acesso a todos os dados relativos à Administração Municipal, que igualmente podem ser acessados no Portal Transparência, disponível no site da Prefeitura”, destaca o titular da Semfaz, Tedy Wendel Puva.

Quer conferir a audiência? Só clicar aqui!

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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