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Sorriso reúne representantes do Cidesa para analisar desafios da reforma tributária

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Em conjunto, municípios buscam soluções coletivas para se adequarem à nova legislação

Buscar soluções em conjunto para uma mudança que trará impactos a todos os municípios. Este foi o objetivo de uma reunião realizada na tarde desta terça-feira (19 de maio), entre representantes dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Ambiental (Cidesa) do Alto Teles Pires.

Realizada no Auditório Farroupilha, do Centro de Eventos Ari José Riedi, a reunião permitiu o compartilhamento de ações, iniciativas, bem como as percepções de representantes de outros 15 municípios, além de Sorriso, sobre os impactos da reforma tributária.

Participaram do momento de partilha de realidades representantes das secretarias de Administração, Fazenda ou Finanças, de Sorriso, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Sinop, Santa Carmem, Nova Ubiratã, Vera, Cláudia, União do Sul, Santa Rita do Trivelato, Tapurah, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

“A reforma tributária trará impactos diretos a todos os municípios e juntos, partilhando realidades, podemos também partilhar soluções, respeitando as características de cada município, suas particularidades e necessidades”, afirmou o anfitrião do encontro, o secretário de Fazenda de Sorriso, Tedy Puva.

“Considerando o atual cenário da reforma tributária em que temos mais incertezas do que certezas de como irá funcionar, é imprescindível a discussão no âmbito regional, as dificuldades são enfrentadas por todos os municípios”, destacou o secretário de Administração de Tapurah, José Ramos, complementando que “nesse primeiro encontro, procuramos entender quais são as maiores dificuldades em relação ao tributo ITBI [ o Imposto de Transmissão de Bens Móveis], que certamente é um dos mais complexos, portanto a ideia é encontrar uma solução em conjunto, observando as boas práticas que cada município tem realizado, então vejo como necessário essa movimentação”.

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Fiscal de tributos do Município de Sorriso, Rogério Batista destaca que um dos maiores desafios impostos pela reforma tributária é a definição da base de cálculo do ITBI. “É um tema que vinha já sendo discutido e que verberou com a reforma tributária”, contextualizou o servidor, complementando que a nova base de cálculo a ser aplicada é o valor venal – o valor de mercado – dos imóveis, e há a necessidade de todos os municípios alterarem seus códigos tributários, seus procedimentos e afastar outros métodos de base de cálculo do ITBI”, complementa.

2345iba mais:

A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.

Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.

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A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente — começa em 2027.

Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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