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Sorriso recebe comitiva do CIDESA Vale do Juruena

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O prefeito Alei Fernandes recebeu nesta manhã, 23 de outubro, o chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária (UTRA) em Sorriso, Omar Roberto da Silva; o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (CIDESA) Vale do Juruena e prefeito de Juína, Paulo Veronese, acompanhados de uma comitiva de representantes do Cidesa Vale do Juruena e também do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (CIDESA) Alto Teles Pires, que Sorriso integra juntamente com outros 15 municípios.

No encontro, vários pontos sobre o funcionamento dos CIDESAs foram abordados. A secretária executiva do CIDESA Alto teles Pires, Rosa Maria Frandoloso, pontuou que o Consórcio, criado em 2007, atua em várias frentes. Rosa Maria detalhou que em 2018 o CIDESA voltou a ser fortalecido e desde 2023 conta com atuação decisiva junto aos municípios.

Dentre os serviços destacados por Rosa estão o apoio nos serviços de licenciamento ambiental descentralizado para pequenos municípios; apoio aos serviços de inspeção municipal que tem possibilitado aos pequenos produtores a comercialização de produtos entre os 16 municípios do Alto Teles Pires. Outro campo que o Alto Teles Pires iniciou o atendimento, é no apoio em licitações. “Estamos no processo final de duas licitações para a compra de maquinário”, destaca.

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Já o presidente do CIDESA do Vale do Juruena, Paulo Veronese, pontuou que hoje o Consórcio do Vale atua na manutenção e melhoria de estradas. Mas deseja abrir outros caminhos. “Buscamos demais atividades que possam agregar as ações de pequenos produtores”, explica. O CIDESA Vale do Juruena é formado pelos municípios de Juína, Cotriguaçu e Colniza.

Chefe da UTRA, Omar Roberto de Silveira, detalhou que a busca e troca de experiências visa um crescimento coletivo. “Até o momento mapeamos sete consórcios na área de abrangência da UTRA de Sorriso”, diz.

Para Alei o crescimento da região e do Estado como um tudo é uma pauta essencial. “Vejo o CIDESA como uma ferramenta indispensável nesse processo; nós temos a gestão ambiental descentralizada, por exemplo. Mas pequenos municípios não tem como arcar com essa demanda, é preciso muita gente, especialistas, e aqui o CIDESA tem assumido esse papel e fortalecendo a economia local”, frisa. “Ficamos felizes em ouvir as ações de outro consórcio e unir esforços”, completa.

Na reunião com o CIDESA Vale do Juruena, acompanharam o prefeito de Sorriso os secretários Lucas de Oliveira (Agricultura Familiar e Segurança Alimentar) e Clóvis Picolo Filho. “Somos uma região agrícola, vamos juntos pensar políticas públicas para pequenos, médios e grandes produtores”, finaliza Alei.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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