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Sorriso participa da primeira reunião da Comissão Intergestores Bipartite de 2026

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Encontro debateu pactuações, cofinanciamento estadual, CadÚnico e planejamento da assistência social para o exercício deste ano

A secretária-adjunta de Assistência Social, Rejane Nicoleti, e a coordenadora do Núcleo de Educação Permanente do Sistema Único de Assistência Social (NEP/SUAS) Marcia Milesi, integraram na quarta-feira (25 de fevereiro), a primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/Suas), realizada em Cuiabá pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O encontro ocorreu no Anfiteatro Adão Flores do Espaço CDL Cuiabá e reuniu gestores municipais de assistência social de todo o Estado para pactuações, alinhamentos técnicos e informes estratégicos voltados ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Mato Grosso.

Entre os principais pontos deliberados estiveram a Resolução do Calendário de Reuniões Ordinárias da CIB/Suas 2026, a pactuação do Integra Suas e a definição do fluxo de comunicação institucional entre Estado e municípios referente à atualização da coordenação do Cadastro Único (CadÚnico) e outros programas sociais em casos de substituição de gestores municipais.

“São momentos muito ricos em aprendizado e conhecimento de outras realidades, permitindo que possamos avançar, de forma integrada, em políticas públicas que façam a diferença na vida de nossas famílias”, destacou Rejane.

O secretário da Setasc, Klebson Gomes, avaliou o encontro como produtivo e estratégico para o avanço das políticas públicas no Estado. Ele reforçou a importância da participação dos municípios e das deliberações construídas de forma coletiva.

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“Estamos realizando aqui na primeira reunião da CIB do ano de 2026. Um dia muito produtivo, com várias pactuações e discussões que tratam da assistência social. Temos representantes de todos os municípios de Mato Grosso, com grandes debates ocorrendo, para que possamos avançar e promover cada vez mais melhorias à nossa assistência social”, afirmou.

Durante a reunião também foram apresentados informes da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) e do Fórum Nacional de Secretário(as) de Estado de Assistência Social (Fonseas), além de painéis técnicos da Superintendência de Gestão do SUAS. Os temas abordaram o cronograma dos cursos do CapacitaSuas-MT para 2026, panorama da prestação de contas de 2025 e plano de ação 2026 do cofinanciamento estadual, execução municipal do cofinanciamento 2024, preenchimento do Registra SUAS e do Censo SUAS 2025, bem como a entrega dos Planos Municipais de Assistência Social para o quadriênio 2026-2029.

A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir Oliveira, enfatizou o papel da Comissão como instância de articulação interfederativa. Ela explicou que a CIB consolida o processo de descentralização e organização das políticas públicas socioassistenciais.

“A CIB é um espaço de participação de gestores municipais e estaduais, no qual são debatidos temas relacionados à política, às ofertas e às demandas, bem como aos cofinanciamentos. Garante-se o espaço para a descentralização da informação e para o cumprimento da legislação, promovendo a socialização das orientações e a pactuação de assuntos com a gestão federal e estadual da Assistência Social”, destacou.

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No eixo dos serviços socioassistenciais, foram tratados assuntos como o preenchimento do Sisc no primeiro trimestre de 2026, orientações sobre os Serviços de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e Emergências, resultados da pesquisa sobre a implantação do Serviço de Família Acolhedora (SFA) nos 142 municípios e informes técnicos disponibilizados pela Setasc.

Comissão Intergestores Bipartite

A CIB/Suas é a instância estadual de pactuação entre Estado e municípios no âmbito do Suas, com a missão de negociar, construir consensos e deliberar encaminhamentos para o fortalecimento da política de assistência social. Coordenada pela Secretaria de Estado responsável pela área, não substitui o papel dos conselhos nem do gestor, mas atua na definição de procedimentos e estratégias de gestão, visando qualificar a oferta de serviços à população.

As reuniões ordinárias são abertas ao público e realizadas conforme calendário pactuado na primeira reunião do ano. A composição contempla representantes municipais indicados pelo Coegemas-MT, distribuídos por porte (pequeno I e II, médio, grande porte e capital) e por região do Estado.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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