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Secretaria de Saúde divulga perfil epidemiológico de infecção por arboviroses

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A Secretaria de Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), divulgou ontem, 15 de agosto, o perfil epidemiológico dos casos de dengue, chikungunya e zika vírus registrados desde 1.º de janeiro até o início de agosto. São com 886 casos confirmados de dengue; 22 com sinais de alarme e 1 caso de dengue grave. No período também foram confirmados 1.402 casos de chikungunya. Já a zika vírus se mantém estável com três casos confirmados desde o início do ano, sendo duas mulheres e um homem; há um caso sob investigação.

Além das confirmações o Cievs também traçou um perfil da população infectada com as enfermidades. Dos 886 casos de dengue, 448 foram registrados em indivíduos do sexo masculino, representando 49,28% do total de registros, enquanto 461 casos foram confirmados em indivíduos do sexo feminino, correspondendo a 50,72% do total. Os critérios adotados para a confirmação dos casos foram predominantemente laboratoriais, com 59,08% dos casos sendo confirmados por esse método. O critério clínico-epidemiológico foi utilizado para a confirmação de 40,26% das situações. O maior pico de registros foi em maio com 346 casos de dengue.

No caso da dengue, a faixa etária com maior índice de casos entre homens é de 21 a 30 anos com 104 confirmações; a mesma taxa, de 21 a 30 anos também corresponde ao maior número de casos entre as mulheres com 83 registros.

Já em relação à Chikungunya, a pesquisa revela que 613 (43,72%) dos pacientes são do sexo masculino e 789 (56,28%) do sexo feminino, indicando uma leve predominância de casos entre as mulheres na população afetada. Já os critérios de conclusão dos casos confirmados foram amplamente baseados em testes laboratoriais, com 95,86% dos casos sendo diagnosticados por este método. Apenas 3,99% dos casos foram concluídos com base em critérios clínico-epidemiológicos, refletindo um alto nível de confirmação laboratorial e, por conseguinte, uma maior precisão no diagnóstico. Para a Chikungunya, o maior pico de casos positivados também foi em maio com 784 registros.

Para a chikungunya, a faixa etária com maior índice de casos entre homens é de 11 a 20 anos com 116 confirmações; já entre as mulheres com idade entre 31 a 40 anos foi constatado o maior número de casos com 141 registros.

A enfermeira e coordenadora de Vigilância em Saúde, Taynná Vacaro, destaca a importância da vigilância contínua e do diagnóstico preciso para o controle da incidência de doenças febris como as arboviroses na região. Taynná explica que diferente de outras enfermidades, a chikungunya apresenta um desenvolvimento com duas fazes: uma fase aguda, logo da contaminação e uma fase crônica cujos sintomas podem se alastrar por até 90 dias ou mais. “Já tivemos relatos de pessoas que continuam com sintomas por 90 dias, alguéns até mais, isso inclui dor nas articulações, inchaço, dor no corpo”, detalha a enfermeira.

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“O que precisa ficar claro à população que essa a chikungunya age de formas diferentes em cada corpo e cada um de nós reage também diferente: há pessoas que não sentem nada ou uma leve dor de cabeça, mal-estar, mas há quem sinta muita, muita dor”, salienta.

Por isso mesmo a recomendação é evitar a contaminação e para isso não há fórmulas milagrosas: é necessário eliminar criadouros do Aedes aegypti. Taynná pontua que hoje os principais problemas identificados pela equipe da Vigilância Sanitária são a água servida, aquela oriunda de esgoto doméstico ou empresarial e a sujeira nas bocas de lobo.

“Temos muitas empresas e casas em que a água servida é descartada diretamente na rua e esse descarte de água na sarjeta é o local perfeito para a proliferação do Aedes aegypti; outro ponto é a sujeira encontrada em bocas de lobo: também há grande proliferação de mosquitos e de demais animais peçonhentos”, diz.

Conforme a profissional há várias denúncias de piscinas com a água escura, “esverdeada”. “Nossa equipe vai a todos esses pontos de denúncia, mas felizmente não temos coletado amostras positivas em piscinas, a água às vezes está turva sim, mas o tratamento com cloro evita a proliferação dos mosquitos”, destaca.

“Então, nossos pontos mesmo são as bocas de lobo, a água servida e os quintais sujos”, reforça. “E precisamos nos adequar agora nesse momento de estiagem para enfrentar o período chuvoso”, destaca Taynná.

“Nunca havíamos passado por uma situação, uma epidemia de chikungunya como agora; em 2023, durante todo o ano foram apenas dois casos e agora, em menos de seis meses já estamos com 1.402 registros, é assustador, por mais que o pico de contaminação foi na 20.ª semana e hoje estamos na 32.ª semana com os números em queda, toda essa situação tem nos colocado em alerta contínuo”.

Índices elevados

Entre os pontos que levantam preocupação está o Assentamento Jonas Pinheiro com índice de infestação de 5,35% para o Aedes aegypti. Já o Verdes campos fechou o último ciclo em 3,67%; no Industrial Nova Prata o número ficou em 2,44%, todos índices acima da média. Independente da área – urbana ou rural – o índice aceitável pelo Ministério de Saúde é de até 1%.

Procura nas unidades de saúde

Hoje a grande procura por atendimentos na rede de saúde são relativos à sintomas de chikungunya como dor intensa e edemas nas articulações, dor nos olhos, dor nas costas, mancha vermelha pelo corpo e muita coceira. “A recomendação é que ao apresentar um desses sintomas a pessoa procure apoio clínico da saúde; é preciso lembrar ainda que muitos pacientes estão na fase crônica da doença e ainda precisam de cuidados clínicos”, alerta a enfermeira.

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A indicação é procurar auxílio profissional nos PSFs e na UPA, locais em que são dadas as recomendações necessárias e solicitados os testes. Hoje o material para testagem é coletado no Laboratório Municipal, localizado no PSF Centro Sul e encaminhado ao Laboratório central (Lacen) em Cuiabá.

Cuidando de casa

A coordenadora do departamento de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, reforça que só há uma maneira de conter os números: cada um precisa cuidar do espaço onde vive ou trabalha.

Segundo ela, além da água servida, a quantidade de lixo encontrada nos quintais e relatada pela equipe de agentes de combate a endemias (ACEs) preocupa; são situações em que o acúmulo de lixo também esconde animais peçonhentos como cobras, ratos, aranhas, escorpiões, dentre outros.

“Nossa equipe orienta, pede que o morador elimine esses focos de lixo, mas há casos extremos, inclusive reincidentes em que precisamos comunicar o NIF (Núcleo Integrado de Fiscalização) para acompanhamento e multa”, detalha. Hoje, 47 agentes de combate a endemias atuam diretamente à campo.

“Nossas equipes passam e repassam e continuamos encontrando lixo e focos em situações que se repetem, com muita água servida nas sarjetas também, por isso estamos fazendo um apelo para a população nos auxiliar e fazer a sua parte”, reforça.

Denúncias

E para quem identificar situações com criadouros ou com suspeita, água servida descartada na rua, a recomendação é procurar a equipe técnica. Denúncias também podem ser realizadas via Ouvidoria pelo 150 ou ainda pelo aplicativo da Vigilância Sanitária via Unidade Sentinela que atende pelo número (66) 99600-1462.

Reveja algumas dicas da equipe para pôr em prática em casa e no trabalho:

✅ Retire os pratinhos nos vasos de plantas e faça furos nos vasos para vazar a água;

✅ Coloque terra ou areia até a borda nos vasos;

✅ Mantenha a caixa d’água fechada;

✅ Retire as embalagens plásticas ou celofane usados em flores e arranjos naturais e de plástico;

✅ Não deixe recipientes como copos, garrafas, embalagens ou sacos plásticos pelo quintal;

✅ Descarte o lixo somente em lugares adequados – essa dica vale para quando você estiver na rua também;

✅ Verifique a situação das calhas de sua residência;

✅ Use repelentes; cuide-se.

E para dar aquela mãozinha na limpeza do quintal, a Prefeitura oferta o serviço de coleta de resíduos sólidos – confira aqui o calendário; em que são recolhidos móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis; assim como restos da limpeza de jardins que incluem folhas e restos vegetais que podem servir como criadouro de insetos e animais peçonhentos, como a grama quando é cortada.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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