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Sancionada lei que eleva auxílio alimentação e regula jornada excedente para professores

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Auxílio de R$ 500 passa a valer na folha de maio

Está publicada, no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estados de Mato Grosso desta segunda-feira (8 de abril), a Lei Complementar n.º 437, sancionada pelo prefeito Ari Lafin ainda na sexta-feira (5 de abril). O documento altera a Lei Complementar n.º 139, que trata sobre aulas excedentes; e a Lei n.º 3202, aumentando o valor do auxílio alimentação aos servidores públicos.

De acordo com a nova legislação, professores efetivos em 20 ou 30 horas podem ter a jornada ampliada temporariamente em até 20 ou 10 horas semanais (respectivamente) com aulas excedentes. Este “a mais” na rotina de trabalho deve levar em conta a necessidade da unidade escolar e não pode prejudicar a carga horário inicial de cada professor.

Nestas situações, a lei prevê algumas condicionantes, como não contabilização das horas para aposentadoria, pagamento de licença para tratamento de saúde por até 15 dias, pagamento de férias com base na média dos últimos 12 meses, e pagamento de 15 dias de aulas excedentes no recesso escolar.

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Esta foi uma das demandas trazidas, em março, ao Executivo pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorriso (Sinsems), junto à solicitação de aumento do valor do auxilio alimentação, atualmente de R$ 400.

Agora, a partir da folha de maio, ou seja, no salário que será depositado no fim do quinto mês do ano, os servidores efetivos ativos, comissionados e contratados, conselheiros tutelares e agentes políticos da Administração Municipal receberão um auxílio alimentação de R$ 500.

O prefeito Ari Lafin destacou a importância do servidor público para a Administração Municipal e reforçou que o aumento, abaixo dos R$ 725 inicialmente pleiteados pelo Sindicato, foi concedido com base criteriosa, analisando o impacto sobre a folha de pagamento e também pensando na sustentabilidade financeira da próxima gestão.

“O servidor é quem garante que as políticas públicas se convertam em ações efetivas, por meio da educação, saúde, assistência social, infraestrutura, assistência técnica, lazer, esporte, cultura, segurança, enfim, todos serviços disponibilizados pela Prefeitura à população, e somos muito gratos ao trabalho de cada servidor, de cada engrenagem deste imenso mecanismo”, destacou o prefeito, acrescentando que “justamente por termos esta visão global, de todo o mecanismo, precisamos analisar muito bem cada decisão a ser tomada”.

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Neste ano, os servidores públicos municipais tiveram aumento de 5% em seus vencimentos, já a partir da folha de janeiro. Para os professores, o reajuste foi maior, e ficou em 7%. A revisão geral anual (RGA) foi definida ainda no fim de 2023, com todos os trâmites legais devidamente cumpridos junto à Câmara, por conta dos impeditivos impostos pela legislação eleitoral neste ano.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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