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Prefeitura concede RGA de 19% para professores, 7% aos demais servidores e aumento do auxílio alimentação

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Índices serão aplicados de maneira gradativa aos salários de servidores e estagiários

Foram sancionadas na terça-feira (18 de fevereiro), as leis 3.638 e 3.639, que versam sobre a revisão geral anual (RGA) e o aumento do auxílio alimentação para os servidores públicos municipais. Publicada do Diário Oficial dos Municípios nesta quarta-feira (19 de fevereiro), a 3.638 vai garantir um acréscimo de 19% à remuneração dos professores e 7% aos demais servidores públicos municipais ativos, inativos e pensionistas da Administração direta e indireta, autárquica e fundacional.

Ao todo, 3.254 servidores ativos serão contemplados com a RGA, entre efetivos, comissionados, contratados e estagiários. Já entre os inativos que vão receber a RGA, estão 181 pessoas, entre aposentados e pensionistas.

Já na folha de fevereiro, os cerca de 1.250 professores, entre efetivos e contratados, receberão um acréscimo de 13% aos rendimentos. Em outubro, os demais 6% serão creditados. O secretário de Administração, Bruno Delgado, detalha que, dentro destes 19%, 4,77% são a revisão em si, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e 14,23% entram como aumento de salário, caminhando assim para a equiparação do salário dos professores aos demais servidores públicos.

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Também na folha de fevereiro, os demais servidores públicos municipais de Sorriso receberão 5% de acréscimo, sendo que, em outubro, os demais 2% também passarão a compor os vencimentos. Da mesma forma, Bruno também contextualiza que os 4,77% referem-se à RGA, também tendo com base o INPC do ano passado, e 2,23% são considerados ganho real.

Além do aumento nos vencimentos dos servidores, com base no diálogo junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorriso (Sinsems), a Prefeitura também concedeu aumento no auxílio alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 600. O benefício impacta diretamente os servidores ativos (comissionados e contratados), e conselheiros tutelares.

“Estamos atentos às necessidades de nossos servidores e, cientes que somos da importância de cada um deles para que cada cidadão sorrisense seja muito bem atendido, estamos, gradativamente, concendendo o aumento solicitado”, destaca o prefeito Alei Fernandes, lembrando que os recursos a mais, na ordem de quase R$ 2 milhões na folha de fevereiro, devem aquecer a economia sorrisense. “É um impacto direto, que aquece nosso comércio de modo geral”.

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O gestor também ponderou que, para manter o equilíbrio das contas públicas e a saúde financeira do Município para o futuro, foi necessário fazer diversos ajustes na Administração, como, por exemplo, a adequação do valor da bolsa-estágio e a contenção na utilização de diárias.

“Estamos atentos à arrecadação, que não está em seus melhores momentos, e igualmente cautelosos quanto aos efeitos da reforma tributária, portanto, é preciso sim, agir de maneira responsável para que toda a máquina pública continue rodando com tranquilidade, com o atendimento ao cidadão feito com qualidade”, reiterou Alei.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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